Banda larga

Amazon quer lançar internet via satélite ainda em 2026

Com novo lançamento de 29 satélites, a constelação Amazon Leo chega a 396 satélites em órbita

i 3 de julho de 2026 - 12h32

Amazon

Amazon lançou 29 satélites, na última quinta-feira, 2, a bordo do foguete Atlas V (Crédito: Manuel Mazzanti/NurPhoto via Getty Images)

A Amazon pretende lançar ainda neste ano o serviço de internet por meio de sua rede de satélites de banda larga Amazon Leo, após implantar mais 29 satélites em órbita baixa da Terra, nesta semana, elevando o total da constelação para 396 satélites, tornando-se a terceira maior em órbita.

Os satélites foram lançados na manhã de quinta-feira, 2, na Flórida, Estados Unidos, a bordo do foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA). Essa foi a 14ª e última missão da campanha da Amazon de lançamento do Leo Atlas.

Em seu site de notícias, a companhia afirmou que a próxima missão Leo com a ULA será realizada em seu novo foguete Vulcan, de grande porte, que além de transportar cargas úteis Leo ainda maiores, ajudará a aumentar a taxa de implantação.

A Amazon iniciou a implantação em larga escala de sua constelação de satélites em abril de 2025 e planeja aumentar sua taxa de lançamentos ao longo do tempo com mais de 100 já confirmados. O objetivo é colocar 3.236 satélites em órbita e, para tanto, a companhia pretende investir o equivalente a US$ 10 bilhões.

Melissa Wuerl, diretora de sistemas de lançamento da Amazon Leo, disse, no site da Amazon News, que o Atlas V desempenhou um papel fundamental na fase inicial de implantação da constelação, lançando 224 satélites com uma taxa de sucesso de 100% em todas as oito missões.

Próximos passos

A executiva também revelou que, agora, a Amazon Leo possui centenas de satélites prontos para lançamento aguardando em Cabo Canaveral, na Flórida, assim como uma nova instalação de integração vertical construída para dar suporte ao Leo Vulcan 1 e missões subsequentes. “Temos um caminho claro para aumentar a cadência de lançamentos e implantações, o que nos ajudará a expandir rapidamente a cobertura da rede após o lançamento inicial do serviço ainda este ano”, complementou.

Chris Weber, responsável pelo projeto Leo na Amazon, comemorou o fim dessa primeira etapa, em uma publicação na rede social X. “Ainda há muito trabalho pela frente – incluindo elevar todos esses novos satélites à sua altitude designada – mas completamos lançamentos suficientes para o serviço inicial este ano, e missões futuras apenas adicionam cobertura e capacidade”, disse.

Ele também ressaltou que a empresa já está pronta para o lançamento de mais de 40 satélites no Vulcan. Weber, no entanto, não informou em qual região a Amazon pretende iniciar o serviço e nem qual será o seu preço, mas a expectativa é que a operação comece perto dos polos Norte e Sul e se expanda gradualmente em direção à linha do Equador.

No Brasil, o serviço terá distribuição e comercialização pela Sky e, na América Latina, pela DirecTV.

A licença inicial da Comissão Federal de Comunicações (FCC) exigia que a Amazon tivesse metade de sua constelação de primeira geração lançada até o final de julho de 2026. No entanto, em junho deste ano, o órgão dispensou esse prazo. Apesar disso, a a Amazon precisa obrigatoriamente implantar sua constelação completa de satélites até o prazo final de 30 de julho de 2029.

Com o crescimento de sua constelação, a Amazon Leo desponta como uma nova concorrente da Starlink, da SpaceX, de Elon Musk, que já ultrapassa a marca de 10 mil satélites em órbita.