Yellow passa a cobrar multa de R$ 30

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Yellow passa a cobrar multa de R$ 30

App de bike compartilhada estabeleceu que o usuário que deixar a bicicleta fora de sua área de atuação pagará o valor

Sergio Damasceno Silva
2 de outubro de 2018 - 12h05

Musa, CEO da Yellow: “A delimitação da área de atuação já havia sido anunciada pela empresa” (Crédito: Divulgação)

A Yellow, app de compartilhamento de bikes ancorada no modelo dockeless (sem estação), passou a cobrar, desde esta segunda-feira, 1º., multa de R$ 30 caso o usuário pegue a bicicleta num determinado ponto e a deixe fora das áreas de atuação. Essas áreas de atuação abrangem, atualmente, os bairros Jardins, Pinheiros, Vila Madalena, Butantã, Jaguaré, Vila Leopoldina, Moema, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Indianópolis, Campo Belo e Santo Amaro, na capital paulista, segundo o próprio mapa da startup. A empresa afirma que não chega a ser novidade, já que, “desde o começo, sinalizamos que a operação aconteceria dentro de uma zona de atuação”, diz, em reposta à interpelação sobre a multa.

No entanto, em julho, quando falou ao Meio & Mensagem sobre a chegada do serviço, o CEO e cofundador da Yellow, Eduardo Musa, não citou a eventual multa. E também não citou os R$ 30 em agosto, quando o serviço foi efetivamente lançado.

Procurada, a Yellow enviou um comunicado em que fala sobre “nova fase de operação” e planos de expansão. “A Yellow inicia uma nova fase de operação com base nos aprendizados sobre os fluxos da cidade e demandas dos usuários. O objetivo é garantir uma expansão gradativa e responsável da operação, para ampliar cada vez mais o acesso da população ao serviço e a qualidade dele. A primeira iniciativa dessa nova fase é a ampliação da área de atuação da empresa para as regiões da cidade onde a demanda mostrou-se maior. Com os dados coletados na fase inicial, foi possível planejar uma área de atuação 52% maior em relação à prevista no plano original – e que deve ser expandida gradativamente conforme mais bikes forem liberadas para uso da população, principalmente em áreas que sejam hubs de transporte público”, diz o comunicado.

Ainda no comunicado, o CEO diz que existe um cronograma de expansão, que deve acontecer nas próximas semanas e meses. “Jaguaré, Vila Leopoldina, Santo Amaro e Campo Belo, por exemplo, não estavam previstos no plano inicial e agora possuem uma operação efetiva das bikes”, afirma. A Yellow diz que o objetivo com a demarcação e sua gradual extensão é resolver o principal desafio nesses primeiros meses de operação: garantir a oferta e a disponibilidade das bicicletas em regiões com grande demanda. “A delimitação da área de atuação já havia sido anunciada pela empresa”, continua o comunicado. “Para a sua efetivação neste primeiro momento, será cobrada dos usuários uma taxa de retorno (os R$ 30 de multa) para bikes deixadas fora da área de atuação, destinada à coordenação da equipe de logística da empresa — modelo que é adotado por todas as empresas de compartilhamento de bicicletas sem estação do mundo. Os usuários receberão orientações pelo aplicativo e pelos canais oficiais da marca.

Segundo a empresa, até o final de 2018, novos municípios do País devem receber o serviço. Já no começo de 2019, será a vez da Cidade do México começar a receber as bicicletas e patinetes da empresa. A Yellow não informa quantas bikes estão espalhadas pela cidade de São Paulo. A ideia era começar com 2 mil unidades no lançamento e chegar a 20 mil até o final deste ano. Desde o lançamento, em 2 de agosto, segundo a própria empresa, foram realizadas mais de 150 mil corridas.

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