MP solicita retirada de vídeos com youtubers mirins

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MP solicita retirada de vídeos com youtubers mirins

Ministério Público de São Paulo pediu ao Google que interrompa veiculação de vídeos que não evidenciam ações pagas de marcas com youtubers


2 de janeiro de 2019 - 15h47

O Ministério Público do Estado de São Paulo pediu ao Google que retire do ar vídeos com youtubers mirins que fizessem ações veladas de publicidade infantil orientadas ao público infantil. Na ação civil pública, divulgada nesta quarta-feira, 2, o órgão solicita que uma série de vídeos dos youtubers Julia Silva, Felipe Calixto, Manoela Antelo, Gabriela Saraivah, Marina Bombonato, Duda MH e canal Vida de Amy sejam retirados do ar.

 

Foto: Reprodução

Na maioria dos vídeos indicados pela Promotoria, os youtubers são retratados abrindo brinquedos de diferentes marcas, entre elas Mattel e Candide. O Ministério Público alega que os youtubers realizaram ações em parceria com marcas, porém sem indicar de forma claro que as ações se tratavam de propaganda paga.

O MP também pede que Google impeça o uso do Youtube como meio de burlar as regras sobre publicidade infantil e que proíba a monetização de vídeos que violam os direitos das crianças.

“Diversas empresas, aproveitando-se da hipervulnerabilidade da criança youtuber e da criança espectadora, passaram a enviar seus produtos a esses influenciadores digitais para que eles os  desembrulhassem e os apresentassem, como verdadeiros promotores de vendas”, disse assessoria psicossocial do Ministério Público à Folha de S. Paulo.

Ao Meio & Mensagem, o Google afirmou que não comenta casos específicos.

A ação civil é resultado de um processo que começou com uma denúncia do instituto Alana, relativa a uma campanha da youtuber Julia Silva envolvendo a linha de bonecas Monster High, da Mattel. A ação premiava os seguidores de Julia com bonecas e com um encontro com a youtuber.

 

 

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