Apesar de queda da Bud Light, CEO da AB Inbev vê crescimento global

Buscar

Apesar de queda da Bud Light, CEO da AB Inbev vê crescimento global

Buscar
Publicidade

Marketing

Apesar de queda da Bud Light, CEO da AB Inbev vê crescimento global

Desempenho da companhia de bebidas em mercados como o brasileiro compensaram a queda nas vendas norte-americanas após polêmica com a influenciadora Dylan Mulvaney


4 de agosto de 2023 - 14h39

Com informações do Ad Age

A Anheuser-Busch In Bev (AB Inbev) registrou aumento no faturamento mundial, superando as expectativas da companhia para o segundo trimestre. Essa crescente acontece devido às performances dos produtos em regiões operacionais que não o mercado estadunidense.

Nos Estados Unidos, a presença na mídia digital e nas redes sociais da Bud Light continua a arrefecer as vendas e os lucros. Tendo em vista a queda na comercialização da Bud Light em abril. Esse movimento aconteceu após a influenciadora transgênero Dylan Mulvaney fazer um post relacionado à marca, resultando numa série de boicotes por grupos mais conservadores nos EUA.

AB Inbev em campanha da Bud Light

A campanha com o influencer LGBTQIA+, Dylan Mulvaney, é uma das principais explicações para queda de receita nos Estados Unidos (Crédito: Reprodução)

Contudo, o CEO da AB InBev, Michel Doukeris, durante uma teleconferência para discutir os resultados, disse que a maioria dos consumidores dos EUA não tinha opinião sobre a controvérsia que levou à perda de vendas da Bud Light. Ele argumentou que a empresa, por meio de uma pesquisa, ouviu 17 mil consumidores desde abril. Como resultado, descobriu que a maioria tinha opiniões favoráveis sobre a Bud Light, com 80% favoráveis ou neutras. Isso poderia indicar que os 20% restantes eram consumidores pesados de Bud Light, já que os últimos números de vendas mostram quedas de vendas perto de 30%, de acordo com a Beer Marketer’s Insights, citando a Bump Williams Consulting.

AB Inbev em queda nos EUA

“Independentemente da preferência, nossos consumidores em todos os grupos emocionais têm três pontos de feedback em comum”, acrescentou Doukeris. “Primeiro, eles querem desfrutar de sua cerveja sem discussões. Dois, eles querem que a Bud Light se concentre na cerveja. Três, eles querem que a Bud Light se concentre nas plataformas que a maioria dos consumidores consome, como NFL, Folds of Honor [instituição de caridade voltado aos veteranos de guerra] e música”, explica ao mencionar áreas de publicidade recente da Bud Light.

A receita da AB InBev nos EUA caiu 10,5% no segundo trimestre, em relação à média histórica. O volume de vendas para atacadistas caiu 15% e o volume de vendas para varejistas, 14%. Todavia, pode ser analisado como consequência principal à queda de volume da Bud Light, que tem sido o foco do boicote. A empresa disse que os lucros dos EUA antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caíram 28,2% durante o período. Além disso, dois terços da queda foram atribuídos ao desempenho da participação de mercado e o restante a perdas de produtividade, aumento de vendas, investimentos em marketing e medidas de suporte para atacadistas afetados pela queda nas vendas da Bud Light.

Os resultados nos EUA foram “sem dúvida” os piores da empresa desde a greve de 1976, quando as remessas da Anheuser-Busch caíram 17,5% no ano, segundo a publicação comercial Beer Marketer’s Insights.

AB Inbev no mercado global

Mas as dificuldades da cervejaria nos EUA foram compensadas pelo forte desempenho em regiões como o Brasil, onde o Ebitda aumentou 25,6%. A receita mundial cresceu 7,2%, uma vez que elevações de preço ajudaram a superar a queda de 1,4% no volume. Tanto a receita quanto os lucros superaram as expectativas dos analistas.

Embora as vendas da Bud Light continuem lutando, Doukeris disse que a empresa conseguiu estabilizar a participação de mercado em meados de junho, acrescentando que viu “sinais de melhora quando se olha para determinados canais e estados”.

O relatório de ganhos vem dias depois que a rival Molson Coors publicou resultados de vendas robustos para suas marcas Coors Light e Miller Lite, à medida que absorvem o volume da Bud Light. Essa empresa também divulgou um aumento significativo nas torneiras em bares e disse que aumentaria os gastos com marketing em US$ 100 milhões no segundo semestre do ano para capitalizar os ganhos de participação que suas marcas de cerveja obtiveram em relação à Bud Light.

Doukeris afirmou que a AB InBev manteve 98% de suas torneiras este ano e que as marcas de baixo desempenho estão sendo eliminadas.

“Vemos bares e restaurantes otimizando para alta rotatividade. Acho que essa é a melhor maneira de explicar o que está acontecendo. E você vê marcas que têm mais vendas e faturamento ganhando mais torneiras”, disse.

Publicidade

Compartilhe

Veja também

  • Masp vai hastear bandeira LGBT+ durante a Parada de São Paulo

    Masp vai hastear bandeira LGBT+ durante a Parada de São Paulo

    Iniciativa inédita foi idealizada pelo Castro Festival e viabilizada pela marca Amstel

  • Para líderes, investimento em ESG está conectado à reputação

    Para líderes, investimento em ESG está conectado à reputação

    Pesquisa indica motivações de CEOs e C-level para adoção de práticas de ESG; alta gestão aponta, ainda, imagem da marca e melhora na gestão da empresa