Esportes

Como os brasileiros veem a relação entre marcas e futebol?

Pesquisa da Imo Insights revela também que o consumo do esporte no País se torna mais digital, social e multiplataforma

i 1 de julho de 2026 - 12h14

Estudo mostra que o futebol segue sendo uma das plataformas mais poderosas de conexão entre marcas e consumidores (Crédito: Reprodução Story)

Estudo mostra que o futebol segue sendo uma das plataformas mais poderosas de conexão entre marcas e consumidores (Crédito: Reprodução Story)

A Copa do Mundo vem provando, mais uma vez, como o futebol é um algo importante para os brasileiros. Uma pesquisa da Imo Insights revela que o esporte faz parte da rotina de 9 entre cada 10 pessoas do País e que ele segue como território estratégico para marcas.

Segundo o estudo “O País do Futebol?”, realizado pela plataforma Eu Vi o Brasil, as marcas têm papel representativo nesse cenário, uma vez que as estratégias tomadas por elas transformam, muitas vezes, a forma como os torcedores acompanham e vivenciam o esporte.

De acordo com os dados da pesquisa,  a valorização de patrocínios autênticos, o consumo multiplataforma e as mudanças geracionais, tornam a experiência do futebol mais social e digital.

Marcas e esporte

A pesquisa mostra que, para 76% dos torcedores, o patrocínio é essencial para o sucesso do esporte profissional, revelando que a presença comercial não é um problema para os consumidores, mas uma experiência que faz parte do cotidiano dos clubes.

Mesmo diante desse cenário, os torcedores ainda mostram que há um limite entre estratégia e venda, enquanto 31% têm percepção positiva sobre marcas que apoiam as equipes, 27% ainda acredita que a identidade do time deve estar em evidência.

Atenção do torcedor se divide

Os anos passaram e a forma como os torcedores acompanham o esporte também mudou. A pesquisa revela que, hoje os brasileiros utilizam, em média, 4,6 meios diferentes para acompanhar partidas, combinando televisão, streaming, redes sociais, aplicativos, conteúdos especializados e outros ambientes digitais.

Entre a geração Z, esse comportamento é ainda mais acentuado: os jovens recorrem, em média, a 5,0 meios diferentes para acompanhar os jogos, transitando entre a TV, rádio, transmissões ao vivo, aplicativos e plataformas especializadas.

Com essa fragmentação, as marcas começaram a disputar relevância em todos esses meios e buscam formas de impactar os consumidores dentro e fora da transmissão, seja em páginas de clubes, por conversas digitais ou até criadores de conteúdo.

Um novo ponto de contato para as marcas

O estudo também identificou uma mudança significativa nos hábitos de consumo relacionados ao futebol. Os jovens preferem acompanhar as partidas fora de casa e na companhia de amigos, comportamento que impulsiona o consumo de bebidas e alimentos por aplicativos de entrega.

Com isso, o delivery se consolida como um novo ponto de contato entre marcas e torcedores. Segundo a pesquisa, 52% da geração Z preferem recorrer aos aplicativos de entrega para pedir aperitivos em dias de jogo.

Compreender essas mudanças será cada vez mais importante para que as marcas se conectem de forma autêntica à experiência dos torcedores.

Metodologia

O estudo “O País do Futebol?”, da plataforma Eu Vi o Brasil (IMO Insights), combinou desk research, entrevistas qualitativas, imersões etnográficas e pesquisa quantitativa realizada com brasileiros de 18 a 64 anos. A coleta ocorreu entre novembro e dezembro de 2025. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.