Consumidores avaliam que atuação social de marcas é baixa

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Consumidores avaliam que atuação social de marcas é baixa

Quarta edição da Pesquisa Marketing de Causa mostra que 59% dos entrevistados acreditam que as empresas pouco fazem em relação a temas sociais e ambientais


8 de dezembro de 2023 - 11h21

atuação social

Agenda ESG 2030 – Imagem: Shutterstock/Deemerwha studio

A maior parte da população ainda acredita que as empresas estão fazendo pouco para ajudar a resolver questões sociais e ambientais. Essa é uma das conclusões obtidas na quarta edição da Pesquisa Marketing de Causa, desenvolvida pela Ipsos em parceria com a Cause Escola Superior de Propaganda e Marketing e o Instituto Ayrton Senna.

Segundo a pesquisa, 59% da população acredita que as empresas pouco estão fazendo em prol de causas sociais e do meio-ambiente. E, entre os entrevistados, 25% disseram que as empresas, na verdade, não estão tomando nenhuma atitude referentes às pautas mais urgentes da sociedade.

Para esse estudo quantitativo foram ouvidas mil pessoas, com idade superior a 18 anos, das classes A, B e C, de todas as regiões do Brasil.

A percepção da pouca atuação das empresas em questões sociais é maior perante a geração Z. De todas as pessoas que acreditam que as companhias não estão agindo em prol dessas pautas, 34% são profissionais nascidos após 1996.

Além disso, 59% dos respondentes que pertencem à geração Z acreditam que a atuação conjunta entre empresas e organizações da sociedade civil seja a forma mais efetiva de tornar uma companhia mais responsável.

Atuação social das empresas gera negócios

Outro insight trazido pelo estudo é o de que as pessoas se sentem motivadas a comprar e consumir produtos relacionados às causas. Para 77% dos respondentes, o elemento que pode motivar essa compra é a divulgação dos produtos e serviços da marca nas redes sociais; 75% disseram que se sentiriam motivados a comprar se fosse de uma marca ou empresa de confiança e, para 74%, o principal elemento motivador da compra de um produto relacionado a uma coisa é o preço não ser mais elevado do que o cobrado por itens tradicionais.

A venda desse tipo de produto, contudo, ainda não está muito elevada. Nos últimos 12 meses, segundo o estudo, somente 36% das pessoas disseram que compraram algo que tivesse seu valor revertido a alguma causa; 35% afirmaram ter doado o troco de alguma compra a determinado projeto ou causa social enquanto 27% preferiram comprar um produto que, diretamente, auxiliava alguma agenda social.

A pesquisa também procurou apontar quais são os temas e causas que mais preocupam os consumidores e com as quais eles acreditam que as empresas e o poder público precisam se envolver.

Em primeiro lugar, ficou o combate à fome e à pobreza (citadas por 74%). Na sequência, veio o fomento à educação e aprendizado (54%), seguida pelo combate às mudanças climáticas (49%) e pela inclusão de pessoas com deficiência (46%).

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