O novo profissional de marketing não existe

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Ponto de vista

O novo profissional de marketing não existe


9 de maio de 2011 - 3h54

O mundo anda muito mais rápido do que todos nós podemos acompanhar. Esta aceleração causa uma angústia e parece que nós, profissionais de marketing e comunicação, estamos sempre perdendo algo. Para completar o cenário, são empresas de tecnologia que estão liderando o processo de inovação na internet, como Google, Yahoo!, Microsoft e Facebook. As inovações estão sendo, portanto, criadas por engenheiros, o que tende a complicar o processo de decodificação das novidades.

De um lado estão os consumidores, interessados em soluções simples, descomplicadas, rápidas e fáceis de usar. De outro lado, o mais competitivo, se armam para a guerrilha os profissionais de marketing, ávidos por novidades que possam colocar suas marcas em posição de destaque. No meio estão a tecnologia e os ditos especialistas, que surgem muito mais da ignorância da maioria do que de seu próprio conhecimento técnico.

Se não é possível acelerar ainda mais, o único caminho provável é desacelerar e fazer um exercício de retomar a simplicidade, devolvendo às empresas de tecnologia a responsabilidade de desmitificar suas complexas aplicações, porque um profissional de marketing não é e não deve ser um executivo de TI. A confusão de hoje nasce justamente da perda da identidade do papel de cada um, em que profissionais de marketing, formados em ciências humanas, sentem-se obrigados a tornarem-se especialistas em ciências exatas e vice-versa.

A atualização e o aprendizado constantes devem fazer parte da rotina de qualquer profissão. Em marketing não é diferente, mas nunca devemos nos esquecer que somos profissionais voltados a entender e satisfazer necessidades de pessoas, também chamadas de consumidores, utilizando os recursos disponíveis, sejam digitais, tecnológicos, tradicionais… A beleza da nossa profissão hoje é saber orquestrar diferentes saberes e colocá-los a serviço das pessoas e de nossas marcas. Assim como não precisamos fumar para vender cigarros e nem pertencer à classe C para entender como vender a eles, do mesmo modo não precisamos ser tecnólogos para utilizar a tecnologia em favor da comunicação. Precisamos entender o sistema no qual estamos inseridos, mas não necessariamente fazer parte dele.

O exercício de retornar às origens, por mais paradoxal que pareça, também é impulsionado pela própria tecnologia e pela internet, que colocam o consumidor no centro de toda a estratégia de marketing e comunicação. Apesar disso, não precisamos de especialistas. Precisamos sim de profissionais capazes de entender o comportamento humano e traduzi-lo em estratégias eficazes, utilizando a criatividade e a inovação como seus principais recursos. Precisamos de profissionais mais aptos a assumir riscos e tomar decisões rápidas. Precisamos, simplesmente, de profissionais; sem mais adjetivos.

Edmar Bulla é head de consumer engagement da Pepsico

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