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12 de maio de 2011 - 11h45

O mercado esportivo brasileiro, embora conte com um número razoavelmente grande de modalidades esportivas, tem no futebol o seu maior esporte, tanto em termos de prática amadora da população quanto para acompanhar o esporte profissional pela mídia. Para muitos esse aspecto é negativo para o país, já que constantemente é citado como um país de um esporte único. A meu ver esse aspecto está diretamente associado ao baixo desenvolvimento mercadológico de outras modalidades.

Assim, o futebol brasileiro pode ser considerado um mercado único no momento atual do futebol global, já que representa a maior paixão da sua população, fazendo com que milhões de pessoas se interessem pelo esporte mais popular do planeta. Poucos países apresentam um número tão expressivo de pessoas interessadas pelo esporte.

Os clubes de futebol da Europa descobriram há muito tempo como faturar altos valores com o torcedor de futebol, tanto aquele que vai ao estádio, como o que acompanha pela TV ou simplesmente tem uma simpatia por futebol. O segredo para o sucesso comercial na relação com o aficionado por futebol é compreender que uma infinidade de novas receitas se multiplicará em função do relacionamento estreito e contínuo com o torcedor.

O torcedor/consumidor no futebol é fiel por excelência em virtude do amor que sente pelo esporte e por seu clube. Enquanto em todos os setores as empresas lançam marcas e buscam fidelizar seu consumidor, no futebol os clubes têm uma legião de consumidores ávidos por produtos de seu time. A missão do clube deve ser dirigida para a satisfação de seu torcedor, tanto na performance esportiva do time quanto na qualidade da relação clube-torcedor.

Segundo a pesquisa publicada em 2010 pelo Diário Lance, os brasileiros que praticam esporte regularmente são cerca de 29% da população, com mais de 16 anos, sendo 43% entre os homens e 16% entre as mulheres.

O índice mais elevado de praticantes está na faixa de 16 a 24 anos, com 46% de praticantes, seguido pelos brasileiros com 25 a 44 anos, com 35% esportistas. Já por classe social, 42% das classes A e B praticam esporte, frente aos 27% da classe C e 19% das classes D e E.

Pelo estudo, o futebol está consolidado como o esporte preferido pelos brasileiros, tanto na prática esportiva da população quanto para acompanhar pela mídia. Cerca de 44% dos brasileiros acima de 16 anos se envolve cotidianamente com o esporte, seja pela prática esportiva e acompanhando jogos e notícias em diferentes mídias.

A prática do futebol é eminentemente masculina, enquanto que a caminhada é o esporte mais praticado pelas mulheres. O futebol está consolidado também como o esporte que os brasileiros mais acompanham pela mídia. O segundo esporte com mais torcedores interessados em jogos e notícias é o vôlei.

A força do mercado brasileiro demonstra o poder econômico e social do esporte, pois analisando os dados da pesquisa com os dados da população acima de 16 anos publicada pelo IBGE, o Brasil conta com mais de 41 milhões de praticantes assíduos de esporte, e 121 milhões de aficionados por esporte que acompanham pela mídia, especialmente o futebol.

Assim, está claro que o conhecimento sobre o perfil e hábitos do torcedor de futebol no Brasil possibilitará uma atitude mais ativa e criativa do mercado do futebol como um todo, nas estratégias de marketing esportivo.

Essa visão de transformar torcedores em clientes ativos e motivados ampliará muito o consumo futuro de diferentes produtos oficiais dos clubes e de seus patrocinadores, impactando as receitas geradas pelas entidades e de seus parceiros. Esse caminho foi trilhado pelos grandes clubes europeus, que se transformaram em potências mercadológicas no cenário esportivo global.

* Amir Somoggi é diretor de consultoria em gestão esportiva da BDO

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