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Creators com deficiências se sentem excluídos pelas marcas

Segundo edição da pesquisa "Profissão Creator", realizada pela agência Tambor.biz, indica que 92% dos creators com deficiência não se sentem incluídos pelas marcas

i 9 de junho de 2025 - 6h01

A segunda edição da pesquisa “Profissão Creator”, realizada pela Tambor.biz, agência de creators focada em D&I, revela que 92% dos criadores de conteúdo com deficiência não se sentem incluídos pelas marcas e 88% não acha o mercado publicitário inclusivo.

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8,9% da população brasileira com dois anos ou mais têm deficiência, segundo dados do IBGE (Crédito: Myphotobank.com/Shutterstock)

Apesar de representarem 8,9% da população brasileira com dois anos ou mais, segundo dados de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a presença de pessoas com deficiência nas redes sociais das marcas despencou de 3% em 2021 para apenas 0,8% em 2023, de acordo com o portal Terra.

Um obstáculo nesse sentido é a falta de oportunidades pagas. O estudo mostra que 52,7% dos creators nunca participou de ações publicitárias remuneradas peles marcas. Com são pagos, a contratação é majoritariamente pontual (71,4%), o que acaba dificultando relações de confiança e parcerias sustentáveis de longo prazo.

Além disso, segundo 65,7% dos creators, a maioria das vezes que as marcas os procuram é para falar de acessibilidade. Outros segmentos, como moda (20%), saúde e bem-estar (21,4%) e educação (17,1%), acabam sendo menos presentes nas oportunidades deles envolvendo ações publicitárias.

“Dados inéditos da segunda edição da pesquisa revelam um abismo entre o discurso de diversidade, em especial creators com deficiência, e a prática do mercado publicitário”, pontua Vitor Bastos.

Por outro lado, a pesquisa indica que creators com deficiência que obtêm 100% da renda pela internet quadruplicou, saltando de 2%, em 2022, para 8,8% em 2025. O perfil predominante é de criadores atuantes no Instagram, com idade entre 25 e 34 anos (51%) e ensino superior completo ou pós-graduação (64%).

A pesquisa foi realizada pela Tambor.biz com apoio institucional das organizações Talento Incluir, HandTalk, Sondery, Angel Talentos Diversos e Camila Machion.