Não vou te dar dicas
Minha primeira vez no SXSW começa com perguntas sobre hype, tecnologia e realidade de mercado
Este é um artigo de quem nunca foi ao SXSW.
E, talvez justamente por isso, seja o melhor momento para escrever.
Não vou fazer lista de palestras imperdíveis.
Não vou postar foto de badge.
Não vou voltar dizendo que “minha cabeça explodiu”.
(Será?)
Estou indo para Austin pela primeira vez mas, de certa forma, já cocriei essa ida muitas vezes.
Como líder de negócios em uma agência que opera inovação todos os dias, já participei de dezenas de reuniões que tentavam adivinhar o que o SXSW estava dizendo antes mesmo de a gente chegar lá.
Agora eu quero testar se o mito é maior que o evento.
Ainda estou arrumando a minha mala mental.
E, como toda mala, ela está cheia de coisas que eu acho que vou usar.
Tenho quase certeza de que vou sofrer uma pequena lobotomia em IA.
E talvez eu adore.
Na minha mala mental, meu lado contraditório, quase negacionista, insiste em perguntar:
Será que XR realmente vai transformar a experiência do consumidor ou estamos criando novas camadas para velhos problemas?
E o que nasce em Austin dialoga com o Brasil?
Onde telecom não vende só dados, vende pertencimento.
Onde o consumidor é criativo, crítico e impaciente.
A tendência é aplicável?
Existe uma diferença enorme entre discurso futurista e operação de verdade.
Mas eu não espero sair de lá com respostas.
Espero sair de lá com perguntas melhores.
Porque talvez o papel de quem lidera hoje não seja prever o futuro, mas filtrar o exagero.
Prometo tentar entender.
E prometo voltar.