Conexão Austin

Integração como estratégia de sobrevivência

Integração plena entre a tecnologia e a essência humana é a nova fórmula da inovação

Rodrigo Tavares

Advisor & Fractional CX na IN Digital 9 de março de 2026 - 12h08

O tema central do SXSW deste ano, “All Together Now”, carrega uma profundidade que muitas vezes se perde na tradução literal. Fica claro que estamos falando de uma reconfiguração obrigatória da nossa forma de operar.

O “All Together” sinaliza o fim da era em que tecnologia e humanidade caminhavam em trilhos paralelos. Agora, elas se fundem em um todo indissociável, em que a tecnologia é a protagonista e o substrato que potencializa a nossa essência humana.

Essa integração nos pede um olhar genuíno para a diversidade e para a inclusão. Quando o evento fala em “todos”, ele está desafiando as organizações a entenderem que a inovação não nasce em ambientes homogêneos, mas na fricção de diferentes perspectivas trabalhando em conjunto.

Por outro lado, o “Now” acrescenta a camada de urgência que o mercado exige. Não há mais espaço para o “digital para depois” ou para promessas de transformação para a próxima década.

A disrupção é o agora, e a capacidade de integrar essas forças em tempo real é o que define quem lidera e quem tenta acompanhar o rastro da mudança.

Minha expectativa para este ciclo é observar como as grandes corporações estão traduzindo esse conceito para a execução prática. Como tirar o “juntos agora” do campo das ideias e levá-lo para a governança, para os processos e, principalmente, para a cultura?

Espero encontrar respostas em Austin (ou talvez, perguntas ainda melhores!). Quero entender de perto como estes conceitos já estão sendo aplicados para resolver problemas complexos e explorar onde a inovação encontra o impacto social e humano. Não podemos nos esquecer disto! Se não for bom para quem está por trás, não há tecnologia que se sustente.

A tecnologia deve servir para acelerar a nossa capacidade de sermos humanos, e não para nos substituir, não é mesmo? É essa sinergia que pretendo investigar a fundo nos palcos de Austin.

E na sua visão, a sua empresa já vive esse “todos juntos agora”? Ou a tecnologia ainda é vista como um departamento isolado?