SXSW

O que aprendi na última edição e o que quero descobrir agora

Após um ano marcado pela descoberta da inteligência artificial, a pergunta agora é o que ela faz com a gente

Victória Aiello

Diretora de Inovação da Dentsu 12 de março de 2026 - 14h19

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Mais um ano indo ao South by Southwest, em Austin, no Texas, pronta para uma imersão intensa em novidades de inovação, música e cinema, quase como um grande liquidificador de informação.

Das lições aprendidas no evento do ano passado, já sei que é importante ir com um tênis confortável, uma garrafinha d’água e fone de ouvido na bolsa. Também aprendi que vale a pena traçar uma programação principal para o dia e uma programação secundária, para o caso de alguma sessão lotar muito rápido.

A edição de 2025 trouxe muitos insights sobre o uso da Inteligência Artificial. O debate passou tanto por questões sobre como utilizá-la de forma ética quanto por visões mais futuristas, que projetam um mundo em que a IA oferece soluções completamente integradas. Nesse cenário, nosso modo de interagir com o ambiente digital pode mudar radicalmente: em vez de navegar por múltiplos aplicativos ou sites e realizar longas pesquisas manuais, bastaria “conversar com meu agente de IA”.

O tema foi tão central que ganhou sua própria trilha dentro da programação, reunindo discussões riquíssimas e diversas demonstrações práticas.

O que observo agora na programação de 2026 é que este ano deve ser um pouco diferente, ou melhor, bem diferente.

A inteligência artificial deixou de ser novidade e passou a ser uma realidade concreta, que agora precisa ser analisada com mais profundidade. Já começamos a perceber as consequências boas e ruins do seu uso constante no trabalho, no cotidiano e no relacionamento com clientes.

Como acontece em todo movimento brusco na sociedade, também começa a surgir um momento de contra-movimento. O debate passa a incluir perguntas mais amplas: em um mundo cada vez mais permeado por inteligência artificial, onde fica nossa humanidade? E, mais importante, como encontramos um equilíbrio possível?

Para além desses dilemas filosóficos, que começaram a aparecer de forma tímida em 2025, o line-up de 2026 também promete apresentar muitos cases reais de aplicação de IA em áreas como educação e saúde, além de lições aprendidas sobre segurança no uso de agentes e chatbots.

Se no ano passado fui ao evento querendo entender o que a IA podia fazer, este ano vou querer entender o que ela está fazendo com a gente.

Spoiler: ainda não sei a resposta, mas já estou preparada para descobrir.