A vez do marketing no futebol brasileiro

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A vez do marketing no futebol brasileiro

Amir Somoggi
19 de julho de 2012 - 11h37

A contratação por parte dos clubes brasileiros de grandes nomes do futebol mundial para jogar por aqui chamou a atenção de todos. Os acertos de Seedorf com o Botafogo e do Forlan com Internacional abriram uma nova perspectiva para nosso mercado, já que definitivamente deixamos de ser exportadores de matérias primas e nos tornamos importadores de grandes jogadores, reconhecidos mundialmente.

Antes desses nomes, os casos de Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Deco, Fred, somente para citar alguns exemplos e a presença de Neymar no Santos, já vinham sendo apregoados como exemplos dessa mudança.

Esse fluxo de jogadores reconhecidamente importantes para cá foi fruto de um processo de ampliação das receitas de nossos clubes, especialmente desde a mudança dos valores recebidos pela TV. Isso possibilitou que os clubes tivessem mais dinheiro para pagar salários bem mais elevados para os ídolos.

Assim, nesse novo cenário, os departamentos de marketing dos clubes começam a ser enxergados pela primeira vez no Brasil como fundamentais para viabilizar essas contratações.

Essa realidade tão presente na Europa e por muito tempo esquecida por aqui é fundamental para que esse fluxo de contratações não se transforme em um desastre financeiro para nossos clubes.

O marketing dos clubes começa a ter um caráter mais estratégico para nosso mercado, já que por muitos anos era sempre um departamento focado em simplesmente negociar cotas de patrocínios, licenciar produtos e em alguns casos desenvolver projetos de comunicação.

A nova realidade exige que o marketing esteja cada vez mais integrado às decisões da alta direção dos clubes, já que sem novas receitas geradas, dificilmente a conta fechará.

Por isso será fundamental que os clubes que buscam se alavancar com as caras contratações construam projetos sólidos de comercialização de suas marcas, focado em projetos rentáveis e que contribuam definitivamente para o desenvolvimento de um negócio sustentável.

Caso isso não ocorra e os clubes permaneçam utilizando receitas futuras da TV para contratar jogadores caríssimos, posso afirmar que esse processo se transformará em uma grande bolha, com prazo para estourar.

Portanto, a estruturação de estratégias de marketing diferenciadas será o verdadeiro divisor de águas de um mercado que busca se consolidar globalmente.

A bola está com os departamentos de marketing e não somente com seus novos craques.

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