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Os planos da Ambev para a Copa do Mundo de 2026

Torneio promete engajamento estendido do público e marca quer celebrar com os brasileiros

i 5 de janeiro de 2026 - 12h30

Faltam pouco mais de 160 dias para a Copa do Mundo de 2026 e o evento não mobiliza apenas a expectativa dos fãs, mas também os negócios. Historicamente, a competição altera o comportamento de consumo e beneficia setores ligados direta ou indiretamente ao hábito de assistir aos jogos.

Os planos da Ambev

Em “Tá Liberado Acreditar”, criada pela Africa Creative para Brahma, o técnico da seleção brasileira convida a torcida a acreditar no time (Crédito: Reprodução)

É o caso da venda de televisores, dos acessórios e roupas oficiais das seleções e, para o Brasil, do consumo de cervejas. Em outubro, o CEO da ABInBev, Michel Doukeris, listou em uma teleconferência com analistas não só a Copa, como o clima mais quente nas Américas, como fatores que devem favorecer o consumo da bebida no próximo ano.

Além disso, a Copa de 2026 está marcada por ineditismos. Pela primeira vez, 48 equipes disputarão o mundial em uma estrutura que foi reformulada para acomodar mais seleções. Com isso, ela se tornará a mais longa em duração. Também será a primeira edição com três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá.

Para Leandro Mendonça, diretor de eventos e experiências da Ambev, essas características criam um período potencialmente estendido de engajamento do público com o evento. O principal desafio da companhia estaria em garantir a conexão das marcas com a experiência brasileira de assistir os jogos.

Para atender às diferenças de fusos horários dos três países-sede e evitar o calor extremo, a Fifa distribuiu os jogos em até 12 horários distintos. Para a audiência sul-americana, a instituição optou por jogos noturnos.

“A Copa não é só um pico de vendas. Ela pode reescrever o calendário de consumo e ampliar a base de consumidores no pós-evento. Para a Ambev, o Mundial representa, antes de tudo, um momento de relevância cultural, uma oportunidade de fortalecer a conexão emocional das nossas marcas com uma das maiores paixões dos brasileiros, o futebol”, aponta Mendonça.

A distribuição das marcas na Copa de 2026

Com esse propósito, cada marca do portfólio da companhia terá um papel distinto na estratégia. Brahma será apresentada como anfitriã da celebração nacional. No dia do sorteio dos grupos, a marca estreou a ação “Tá Liberado Acreditar”, criada pela Africa Creative.

Nela, o treinador da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, convida o público a acreditar no time e no hexa (Confira abaixo).

Budweiser é patrocinadora global do evento e atende à experiência internacional, explorando territórios como o entretenimento e a música. Quem também ocupará a cota de patrocínio é o lançamento mais recente da companhia, a cerveja saborizada Flying Fish.

A marca chegou ao Brasil em outubro e iniciou as vendas no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Completando o portfólio, Guaraná Antarctica explora o atributo da brasilidade e o app Zé Delivery ocupa a estratégia logística e de conveniência.

“Um dos nossos grandes trunfos é a pluralidade do nosso portfólio. Temos uma marca ideal para cada momento e para cada perfil de torcedor, o que nos permite ocupar os espaços de celebração sem que uma marca ocupe o espaço da outra”, aponta o diretor de eventos e experiências Ambev.

Ele também destaca o papel de Zé Delivery na estratégia de mídia em um dos períodos mais concorridos do calendário: “Nossos dados e logística, via Zé Delivery, por exemplo, garantem que estejamos não só nas grandes mídias, mas presentes fisicamente onde a celebração acontece”.

A cerveja da Copa de 2022

Na última Copa do Mundo, em 2022, no Catar, a cerveja se tornou centro das atenções. Isso porque faltando pouco mais de uma semana para o início da competição, a Budweiser teve que alterar os pontos de vendas de cerveja nos estádios do campeonato após decisão da família real do país.

A Budweiser, por sua vez, reagiu à situação prometendo fornecer um estoque de cerveja ao país campeão do mundial. A ação deu origem ao case “Bring home the bud”, da Wieden + Kennedy Nova York e São Paulo e Africa Creative, premiado com um leão de Titanium em Cannes, em 2023.