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A força das playlists na projeção de artistas independentes

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A força das playlists na projeção de artistas independentes

Curadores utilizam estratégias em plataformas como Spotify e Deezer para alavancar a audiência de músicos e bandas

Salvador Strano
12 de abril de 2018 - 7h39

Antes restrita às rádios e lojas de disco, a curadoria musical sempre foi importante na projeção de artistas. Apesar do fator humano se manter relevante, no contexto das plataformas de streaming, onde algoritmos são aliados, ela ganha novos papéis. A oferta de conteúdo que não está presa à uma grade e a possibilidade de testar a aceitação de determinado conteúdo vêm beneficiando artistas independentes que aproveitam oportunidades de distribuir seu conteúdo nas mesmas playlists que nomes já consagrados pelo público, desde que passem pelo crivo do curador.

“O ambiente digital é mais democrático com o ouvinte. Ele possibilita que artistas que não estejam no mainstream possam distribuir seu conteúdo de uma forma muito mais acessível do que há alguns anos”, afirma Gustavo Gonzalez, gerente de novos negócios da Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus).

No Deezer, segundo aplicativo de música mais baixado da App Store, atrás apenas do Spotify, cerca de 40% do consumo de conteúdo é realizado via playlists, o que, segundo a plataforma, permite que artistas sem projeção nacional consigam atingir grandes públicos. “Um exemplo disso foi Pabllo Vittar. Um de nossos curadores colocou ele em uma playlist de sertanejo, em pouco tempo ele apareceu ranqueado nas top 100 mais ouvidas, antes mesmo de todas as outras plataformas”, explica Bruno Vieira, diretor geral do Deezer no Brasil.

Bruno Vieira, diretor geral da Deezer no Brasil (Créditos: divulgação)

Outro caso é o de Thiago Brava. Antes de entrar na Top Brasil, do Spotify, o artista tinha 400 mil ouvintes mensais, atualmente, ele possui 2,8 milhões. “Hoje, não há como o artista sobreviver sem o digital que, inclusive, pode o levar até a TV”, diz Maurício Mello, diretor da gravadora MM. Como complemento à estratégia, Mello afirma que “é obrigatório usar as mídias sociais para trazer o público para dentro da plataforma”.

Apesar de a estratégia ser capaz de ampliar a base de ouvintes de determinado artista, não necessariamente ela se reverte em remuneração. Isso ocorre por que Spotify e Deezer pagam às gravadoras e ao artista no formato de compartilhamento de receita. Dessa forma, quando o cliente for premium, o artista e a plataforma ganham mais do que quando a base é de ouvintes não pagantes, que monetizam a plataforma com publicidade.

Segundo Maurício, diretor da MM, para que o artista possa começar a viver somente da música, é necessário que ele consiga atingir a marca de um milhão de ouvintes mensais. Um dos desafios dessa meta é ampliar os usuários desse serviço. “A remuneração só vai aumentar quando a base de assinantes for maior”, diz Gustavo Gonzalez.

 

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