Lista sobre condições de trabalho em agências ganha versão 2.0

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Lista sobre condições de trabalho em agências ganha versão 2.0

Compartilhadas em grupos privados e redes sociais, a planilha “Como é trabalhar aí” reúne comentários sobre o ambiente de trabalho, comportamento de líderes e cultura corporativa


4 de maio de 2018 - 12h56

Atualizada 7/5 às 15h43

Começou a circular na manhã da quinta-feira, 3, em grupos privados e redes sociais, a planilha “Como é trabalhar aí 2.0”. O documento, criado pela doutoranda pela PUC, Isabel Lopes, reúne comentários anônimos sobre ambiente de trabalho em agências de publicidade, relações públicas e em empresas jornalísticas. Até a manhã desta sexta-feira, 4, a lista contabilizava 1052 comentários e mais de 300 empresas citadas. O pico de acessos foi na tarde da quinta-feira, 3, quando foram registradas 226 observações.

Lista semelhante circulou em agosto de 2016. Na ocasião, Caio Andrade, palestrante e facilitador na Hyper Island, responsável pela criação da primeira planilha, escreveu artigo para o Meio & Mensagem sobre o assunto. A ideia surgiu, segundo Andrade, após um amigo estudante de publicidade ter perguntado em qual agência procurar estágio em São Paulo. “Claro que isso tudo (a planilha) não é uma reflexão fácil, para ninguém – sim, acho que teve gente que perdeu a mão em alguns feedbacks –, mas se não continuarmos, a mudança nunca vai acontecer”, apontou.

Na edição semanal seguinte, o assunto foi o tema do editorial e da reportagem principal de Meio & Mensagem. O editorial alertava: “Se as agências não cuidarem de melhorar seus ambientes de trabalho, correm o risco de agravar ainda mais a crise de perda de talentos que a atividade enfrenta”.

A reportagem que foi manchete desta mesma edição, sob o título “Ambiente de trabalho em agências demanda novo modelo de gestão”, repercutiu a lista e apontou várias discussões como igualdade de gênero, afastamento de executivos por denúncias de comportamento discriminatório e assédio.

Ambiente de trabalho e assédio

Pesquisa do Grupo de Planejamento, publicada em novembro do ano passado e com respostas de 1.400 pessoas que trabalham em empresas de comunicação de São Paulo, apontou que, embora as questões do assédio sexual e da desigualdade de gênero já estivessem na pauta na indústria global de comunicação há algum tempo, o Brasil ainda não possuía nenhum dado concreto a respeito do alcance desses problemas.

Entre os principais dados, o estudo constatou que 100% das pessoas que responderam à pesquisa declararam que existe casos de assédio nas empresas de comunicação. A pesquisa do GP também mostra que a hostilidade no ambiente de trabalho causa transtornos de saúde: 62% das mulheres que foram vítimas de assédio sexual ou moral declararam terem tido sintomas físicos. As reações variam entre crises, de choro, ansiedade, sensação de incapacidade e depressão. Entre os homens vítimas de assédio, o índice de sintomas físicos foi relatado por 51%.

Em abril, Meio & Mensagem voltou ao tema em vídeo que reflete sobre a saúde mental no ambiente publicitário.

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