Drum será agência full service do Omnicom Media
Com Unilever e Suzano no portfólio, agência atuará como hub integrador das operações especialistas
Em dezembro do ano passado, como parte do processo de fusão entre Omnicom e IPG, a holding integrou as estruturas de mídia de Omnicom Media Group e IPG Mediabrands, dando origem ao Omnicom Media. Além de reunir as marcas de mídia dos dois grupos sob o mesmo guarda-chuva, o movimento criou uma agência full service.

Ricardo Franken, Elder Oliveira, Andre Havt e Ana Luísa Périsse (Crédito: Rafael Paixão)
A estrutura, inicialmente batizada de OM Creative, nasceu com o objetivo de concentrar as contas antes atendidas por MullenLowe e FCB, e as contas criativas que estavam em PHD e OMD.
Dois meses após o anúncio, a agência ganhou forma e uma nova marca: Drum. Segundo Ricardo Franken, CEO e presidente de growth & revenue, após a fusão, o grupo se reuniu e a operação brasileira pode selecionar entre as marcas do Omnicom Media, globalmente, a que tinha mais afinidade com sua proposta no País. A britânica Drum foi a escolhida.
Com sede em Londres e escritórios na Europa, Ásia-Pacífico e na América Latina, a marca se propõe a conectar mídia, entretenimento, criatividade e cultura.
A liderança da operação no Brasil será de Ana Luísa Périsse, que respondia como chief business officer da OMG e será managing director. Já a função de chief creative officer será dividida entre Carlos Gajo e Elder Oliveira, que já atuavam como CCOs no Omnicom Media, e Andre Havt, ex-CCO e managing director da MullenLowe.
A agência nasce com clientes como Unilever, Kimberly-Clark, Suzano e Aurora em seu portfólio. Segundo Périsse, a proposta é ser um parceiro único que integrará as operações especialistas do Omnicom Media a partir da necessidade do cliente.
“Não é que a Drum é uma agência que faz tudo, mas que conecta as outras agências especialistas e, de fato, pode entregar um plano que vá trazer resultados para esse cliente”, descreve a executiva.
Além de ser o ponto de contato dos clientes no Omnicom Media, a agência deve carregar o legado criativo de MullenLowe e FCB, que foram descontinuadas na fusão. O CCO, Andre Havt, explica a complementariedade: “No Brasil, essa fusão foi muito feliz porque juntou coisas muito complementares. O Omnicom chega com um poderio que a FCB e a MullenLowe, talvez, não tivessem antes. Então, abrimos uma gama de possibilidades de entrega muito maior”.