More Grls expandirá para Latam, Europa e Estados Unidos

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More Grls expandirá para Latam, Europa e Estados Unidos

Comemorando um ano, instituto também realiza eventos em busca de soluções para a falta de diversidade em agências

Thaís Monteiro
11 de junho de 2019 - 11h05

Na noite desta segunda-feira, 10, o instituto More Grls, criado pelas criativas Camila Moletta e Laura Florence em 2017, realizou em São Paulo o evento Furando a Bolha, que promoveu rodas de conversa sobre assuntos variados como meritocracia e privilégio, liderança feminina, carga mental, maternidade, negros na criação e papel dos homens nas estruturas profissionais e sociais. O objetivo do evento era propor ideias e soluções que ajudem a diminuir a falta de de diversidade no mercado publicitário – e, em especial, na criação.

 

Camila Moletta, co-fundadora da Mopi, e Laura Florence, diretora executiva da Havas Health & You (Crédito: Karol Duarte/More Grls)

O evento foi feito em parceria com a Altos Eventos e foi o primeiro da More Grls aberto público geral – por isso, o nome Furando a Bolha, – e contou com a presença de diversos nomes do mercado para contribuir para a discussão. Entre eles: Joanna Monteiro, CCO da FCB Brasil; Daniela Cachich, vice-presidente de marketing da PespsiCo; Patricia Santos, fundadora do EmpregueAfro; Gustavo Borrmann, Creative Agency Partner no Facebook; e Ken Fujioka, sócio-fundador da ADA Strategy.

“No primeiro ano nós trabalhamos o awareness da causa. Tornamos o problema da falta de mulheres na criação um problema real. Antes não se discutia isso. Para esse ano que está começando agora, nós queremos falar sobre soluções. E é por isso que nós estamos realizando esse evento, que é para todo mundo. Tem homens, mulheres, dirigentes, estagiários. Tem pessoas do mercado de design, do mercado de publicitário. Tem gente de fora da bolha porque achamos que precisamos de todo mundo para gerar soluções”, explica Laura Florence, diretora executiva de criação da Havas Health & You.

Esta foi uma das formas pelas quais a More Grls comemorou seu primeiro ano completo de existência. Criada em 2017, a plataforma se propôs a contribuir para que a área de criação das agências de publicidade tivesse em sua composição 50% de mulheres até 2020. As demais celebrações acontecem no segundo semestre do ano, quando o instituto lança a segunda versão da plataforma, e em 2020 com a expansão dela para demais regiões, incluindo países latino-americanos, europeus e os Estados Unidos.

A More Grls 2.0 deve abandonar seus filtros de busca (localização, nível de experiência, habilidades e área de atuação) e trabalhar de forma mais intuitiva. Segundo Camila, a comunicação vai ser mais verbal e terá mecanismos para a procura de freelancers, de criativas pelos nomes e, também, para dar mais visibilidade às mulheres negras. “Entendemos que o nosso trabalho é transversal e que precisamos falar com todos os públicos. E sabemos que a trajetória de mulheres negras e mulheres brancas são muito diferentes e queremos que a nossa ferramenta torne mais fácil mulheres negras serem encontradas com facilidade”, coloca.

Os planos internacionais, ainda em desenvolvimento, devem acontecer em 2020. No momento, as criativas estudam os países da América Latina em que mais faz sentido a implementação da plataforma e grupos para representá-las localmente. “É uma ferramenta escalável, ainda mais para Latam. Então vamos explorar primeiro esses países e depois seguir para Estados Unidos e Europa”, conta Camila. Laura explica que o problema é global, mas difere em porcentagem de mulheres na criação e velocidade da mudança. “Nos Estados Unidos, por exemplo, foi lançada a iniciativa The 3% Conference porque apenas 3% da direção criativa nas agências era composto por mulheres. Hoje elas são 25%. Então a velocidade de transformação foi maior”.

Quanto a meta de ter, até o fim de 2020, 50% da criação de mulheres, a More Grls relata que 22 agências assinaram compromissos para essa mudança, porém todas essas empresas são de médio porte ouvdigitais. O desafio é fazer mais agências entrarem no movimento por um mercado mais representativo e, ao final do ano seguinte, o instituto promete cobrar os resultados.

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