Clube de Criação quer resgatar vínculos emocionais

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Clube de Criação quer resgatar vínculos emocionais

Entidade completa 45 anos com missão de expandir o olhar sobre a criatividade, indo da educação do mercado às discussões sobre diversidade e inclusão

Renato Rogenski
3 de junho de 2020 - 6h00

Joanna Monteiro: “A nossa ideia é o resgate dos vínculos emocionais, e da importância do clube para a industria criativa” (Crédito: divulgação)

Criado em 1975 para fomentar o mercado criativo brasileiro, o Clube de Criação completa 45 anos de história em 2020. Com Joanna Monteiro como presidente desde o final de setembro do ano passado, a entidade chega ao seu 45° quinto aniversário com o desafio de implementar os projetos da nova gestão em meio ao turbilhão causado pela pandemia provocada pelo Covid-19.

Apesar do território desafiador, incluindo ter que repensar uma data importante como o Festival do Clube de Criação, que aconteceria na Cinemateca de São Paulo em setembro, a executiva conta que tem conseguido progredir nas missões que traçou junto com a diretoria e um time de conselheiros nos últimos meses, ainda que realizando praticamente todas atividades de forma virtual. Entre elas, a criação do Clube Portfólio para estimular a troca de profissionais consolidados com jovens talentos da publicidade, webinares sobre diversidade e inclusão em parceria com a Spcine, e o Clube Conversa, com videos de bate-papo entre Joanna e CMOs de diversas indústrias.

“Ou nos tornamos de novos interessantes, criativos e atraentes para todas as pessoas criativas, ou a nossa indústria vai ficar para trás” – Joanna Monteiro

Além disso, para ajudar na recolação de profissionais ao mercado de trabalho neste momento desafiador, o Clube de Criação criou recentemente a iniciativa Tenho Vaga/ Tenho Talento, que divulga portfólios e oportunidades de trabalho no site do Clube. Todos os projetos, conta Joanna, vão na linha dos pilares que a presidente projetou no início do mandato: excelência criativa, educação, diversidade e inclusão. O papel do Clube de Criação hoje, segundo ela, é fomentar e discutir a indústria criativa em todas as suas frentes, e não apenas as agências de publicidade, dentro de um mercado que se tornou muito mais complexo nos últimos anos. Dentro desse objetivo, a entidade quer se aproximar ainda mais de profissionais de todos os níveis, dos estagiários aos líderes das agências.

“A nossa ideia a partir desses 45 anos é esse resgate dos vínculos emocionais, e da importância do clube para a industria criativa”. Sinal disso, o Clube criou a iniciativa “Minha Estrela Inesquecível”, onde publicitários reconhecidos contam qual foi seu trabalho de maior relevância premiado com a inclusão no Anuário do Clube de Criação. Para a data especial, a entidade, com a ajuda da agência Wieden + Kennedy, também desenhou uma nova comunicação visual. “Para refletir um clube mais plural, aberto e mais diverso”, acredita Joanna.

Sobre os meio e formatos para que o mercado possa exercitar pontos como educação, diversidade e inclusão neste tempo de pandemia, a profissional acredita que é uma oportunidade para enxergar o copo meio cheio. “É claro que vamos passar por uma fase difícil. Por outro lado, é o momento de enxergar as vantagens que a inclusão traz. Já a educação, também é fundamental, inclusive para resolver os próprios problemas de representatividade, que começam desde as universidades. O Brasil é extremamente plural e criativo. Ou nos tornamos de novos interessantes, criativos e atraentes para todas as pessoas criativas, ou a nossa indústria vai ficar para trás”, finaliza Joanna.

Crédito da imagem de topo: Irina Devaeva/iStock

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