33% das agências retomaram desempenho anterior à crise

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33% das agências retomaram desempenho anterior à crise

Dados são do estudo realizado pela Fenapro e mede expectativas e movimentos de retomada do mercado publicitário

Renato Rogenski
1 de outubro de 2020 - 12h51

Estudo VanPro ouviu 347 agências brasileiras (Crédito: itsskin-istock)

De acordo com o estudo VanPro, realizado pela Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), apesar do impacto causado pela pandemia e pela retração econômica, os investimentos em publicidade deram sinais de reversão no último quadrimestre, entre maio e agosto. Com a participação de 347 empresas de 21 estados e do Distrito Federal, a pesquisa aponta que 33% das agências já conseguiram retomar o desempenho nos níveis anteriores ao período de Covid-19 que atingiu todo o mercado. O número é quase cinco vezes superior aos 7% registrados no estudo realizado no primeiro quadrimestre de 2020.

A esperança por bons ventos também se mostrou presente na pesquisa, uma vez que 41% das empresas veem o futuro com perspectivas boas ou muito boas. Consequentemente, o número de agências que aponta as perspectivas como ruins, muito ruins, ou até admite que poderia interromper as atividades, caiu de 30% para 11% do primeiro para o segundo quadrimestre do ano. Apesar do aparente aspecto de positividade, os dados também mostram que essa retomada do volume natural de negócios não acontecerá de forma fácil e que para grande parte das empresas a virada esperada ainda nem começou. Prova disso, a pesquisa aponta que 48% das agências projetam perda de receita superior a 30% em 2020.

Além disso, enquanto outra parte significativa de 30% calcula que levará mais de um ano para retomar o desempenho de antes da pandemia, 5% acreditam que podem, inclusive, nem recuperar os níveis anteriores à crise. Em compensação, entre as empresas mais otimistas, 22% preveem se recuperar em seis meses e 42% aguardam a retomada entre seis meses e um ano. Sobre os aspectos que representam as principais dificuldades para as agências no panorama atual, o estudo aponta que “relevância junto aos clientes” (24%) é a maior delas. Os outros desafios mais mencionados são “gestão da equipe” (22%), “gestão financeira” (22%) e “captação de recursos” (21%).

No quesito medidas adotadas contra a crise, aproximadamente 60% das empresas entrevistadas optaram por redução de jornada e salário dos funcionários. Além disso, 43% das agências deram férias coletivas para seus colaboradores. Demissões aconteceram em 39% dessas empresas, e o uso de empréstimos para o pagamento de folha salarial chegou a 24%. Como alternativa de crédito, 70% das companhias escolheram postergar ou parcelar os seus impostos. Enquanto o crédito regular dos bancos foi utilizado por 16%, o pagamento de folha subsidiado pelo BNDES foi usado por 11% das empresas, o giro subsidiado pelo BNDES por 7%, e o giro com taxa reduzida da Caixa por 4%.

De acordo com a Fenapro, o perfil predominante dos participantes do estudo VanPro é de agências full-service (95%). A maior parte delas (41%) têm faturamento de até R$ 1 milhão, 24% têm receita anual entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões, 11%, entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, e perto de 15% têm receita entre R$ 5 milhões a R$ 10 milhões.

Crédito da imagem de topo: audioundwerbung/iStock

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