59% das agências adotarão modelo híbrido definitivamente

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59% das agências adotarão modelo híbrido definitivamente

Pesquisa do Sinapro/Fenapro indica que 41% das agências já operam no modelo de trabalho híbrido


2 de dezembro de 2021 - 16h57

Dos entrevistados, 31% não têm previsão ou não pretendem voltar aos escritórios (Crédito Aleutie/shutterstock)

Pesquisa realizada pelo Sistema Sinapro/Fenapro (Sindicado das Agências de Propaganda e Federação Nacional das Agências de Propaganda) aponta que o modelo híbrido de trabalho já é o mais adotado pelas agências brasileiras. O estudo ouviu 288 agências, de 16 estados mais o Distrito Federal, e revelou que cerca de 41% delas já estão operando no modelo híbrido após o avanço da vacinação no País e da flexibilização dos protocolos de prevenção à Covid-19. Já a escolha exclusiva pelos modelos de trabalho remoto ou presencial aparecem empatadas, com citação por 29% dos respondentes. 

Com relação ao formato que será adotado quando a crise sanitária do coronavírus estiver completamente controlada, 59% das agências disseram que adotarão definitivamente o modelo híbrido de trabalho (com a alternância entre os dias de trabalho nos escritório e dias de home office); 33% pretendem voltar ao modelo estritamente presencial e apenas 8% permanecerão no modelo totalmente remoto.

Ainda sobre as agências que indicaram a preferência pelos modelos presencial ou híbrido, quando perguntadas sobre a previsão de volta, 33% declararam que pretendem retornar ao escritório ainda neste ano; 34% voltarão apenas em 2022 e 31% não têm previsão ou não pretendem voltar aos escritórios. 

“Muitas agências perceberam que o trabalho híbrido pode ser interessante tanto para os funcionários, que podem aumentar sua qualidade de vida e o rendimento profissional, quanto para as empresas, que cortaram custos relacionados ao trabalho presencial e encontraram uma forma de sobreviver com o modelo remoto. Por isso, o modelo híbrido de trabalho veio para ficar”, afirma Daniel Queiroz, presidente da Fenapro. 

Segundo ele, o modelo remoto foi adotado no começo da pandemia como alternativa de redução de custo e necessidade do momento. Porém, essa redução de custos, agora, pode se transformar em um investimento para estabelecer um trabalho híbrido em novos formatos. “Esse recurso, que antes era dedicado totalmente ao presencial, passa a ser dividido para além desse formato, especialmente na utilização de métodos e ferramentas de gestão de pessoas nesse modelo de trabalho”, completa Queiroz.  

Diferenças regionais
O estudo também percebeu diferentes níveis de adesão ao trabalho híbrido, presencial ou remoto de acordo com cada estado. Nas agências do Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo, o trabalho estritamente remoto deverá se manter no futuro próximo, em percentuais que vão de 6% (caso do Espírito Santo) até 13% (nas agências de São Paulo).

Já nas agências de estados como Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina tende a existir a predominância do trabalho híbrido. No Paraná e em Santa Catarina, o trabalho presencial respondeu pelo maior percentual mesmo durante o período de pandemia, em índices de 35% e 58%, respectivamente, e deve permanecer assim.  

Atualmente, São Paulo, estado com a maior quantidade de agências entrevistadas na pesquisa (47), apresenta 45% das agências trabalhando de modo remoto; 34%, em modo híbrido; e 21%, em formato presencial. Para o futuro, 50% indicam a preferência pelo modelo híbrido; 36%, pelo presencial; e 14%, pelo remoto.  

*Crédito da imagem do topo: Shutterstock

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