Publicidade, um desafio para o YouTube Kids

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Publicidade, um desafio para o YouTube Kids

Aplicativo para crianças que chegou ao Brasil nesta quinta-feira, 30, lida com reclamações no mercado americano por excesso de anúncios

Luiz Gustavo Pacete
1 de julho de 2016 - 10h06

Com a chegada do YouTube Kids ao Brasil, conforme anúncio feito nesta quinta-feira, 30, o YouTube afirmou que a plataforma voltada a crianças entre 2 e 8 anos permitirá um ambiente mais seguro.Nos Estados Unidos, o aplicativo, lançado há mais de um ano, ultrapassa 10 milhões de downloads e, dentre as principais funções está a possibilidade de os pais personalizarem o conteúdo acessado pelos filhos por faixa etária da criança. O YouTube Kids, na teoria, seria uma forma de proteger as crianças de casos recentes de exposição de marcas em vídeos de youtubers mirins, uma discussão que vem ganhando cada vez mais projeção.

De acordo com o YouTube, a plataforma terá anúncios, porém, eles não serão clicáveis e não levarão às crianças a outros ambientes. O Google garante que o controle de publicidade será rigoroso. Isabella Henriques, diretora de advocacy do Alana, explica que fora do Brasil o Youtube Kids vem sendo alvo de reclamações por conter volume excessivo de publicidade. “Se reproduzir o modelo americano, será repleto de publicidade que serão dirigidas também a crianças muito pequenas, as quais, como têm demonstrado as recentes pesquisas, sequer conseguem distinguir as publicidades dos conteúdos, quanto menos entender seu caráter persuasivo. ”

Em novembro do ano passado, as organizações americanas Campanha por uma Infância Livre de Comerciais (CCFC) e Centro para Democracia Digital (CDD) apontaram que o YouTube Kids estava trazendo mensagens publicitárias excessivas e não filtrava mensagens de produtos como fast food, por exemplo. Um levantamento das duas entidades mostra que foram veiculados vídeos promocionais de 17 tipos de alimentos e bebidas não recomendadas a crianças, entre as marcas estavam Coca-Cola e Oreo. As duas empresas se comprometeram a não comercializar seus produtos para crianças.Na ocasião, o YouTube disse que só permitia a exibição de anúncios aprovados no ambiente familiar e que todas as campanhas passam por processos rigorosos de revisão.

Em nota, a empresa afirma que qualquer publicidade no YouTube “precisa estar em conformidade com as diretrizes da comunidade, as diretrizes técnicas e as políticas de publicidade.” Sobre os casos de youtubers mirins na plataforma convencional do YouTube, a empresa afirma que a idade mínima para gerenciar um canal no YouTube é de 13 anos. “O que acontece no caso de canais infantis é que o YouTube orienta que esses canais sejam criados e gerenciados pelos pais ou responsáveis das crianças.”

 

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