Para Aol, Yahoo é central em projeto

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Para Aol, Yahoo é central em projeto

Marcos Swarowsky afirma que aquisição deve manter operação, necessária para chegar a 2 bilhões de consumidores

Igor Ribeiro
2 de agosto de 2016 - 16h07

Comprada pela Verizon no início da semana passada por US$ 4,8 bilhões, o Yahoo vinha sofrendo desgastes constantes, apontando prejuízos seguidamente em seus balanços trimestrais. Boa parte do mercado apontou que o fim da operação independente da empresa foi consequência da transformação constante da internet, que não soube acompanhar. O crescimento massivo da concorrência por publicidade digital e o comportamento hipervolátil de usuários foram determinantes.

Apesar disso, a Aol, empresa da telecom que deverá gerir a aquisição, descarta, por enquanto, o encerramento da marca. “Até 2020, queremos que o Yahoo seja uma marca central num alcance global com mais de 2 bilhões de usuários”, afirma Marcos Swarowsky, diretor-geral da Aol no Brasil, ao Meio & Mensagem. Desta forma, aponta que os planos de ganhar escala de usuários para suas estratégias preveem a manutenção boa parte da estrutura da empresa adquirida.

Marcos Swarowsky, diretor-geral da Aol no Brasil (Crédito: Arthur Nobre)

Marcos Swarowsky, diretor-geral da Aol no Brasil (Crédito: Arthur Nobre)

O curioso é tal como o Yahoo, a Aol é outra gigante da web 1.0, cuja transação custou US$ 4,4 bilhões à Verizon. Duas empresas nascidas junto à internet comercial, que sobreviveram à bolha ponto.com de 2000 e cresceram sua base de usuários, mas perderam relevância. “O Yahoo não acreditou em redes sociais”, explica Rodrigo Tafner, coordenador do curso de sistemas da informação em comunicação e gestão da ESPM. “Não conseguiu monetizar grandes marcas que comprou como o Tumblr ou o Flickr.”

Apesar de a compra parecer positiva aos stakeholders do Yahoo, certa redundância de produtos e soluções pode determinar enxugamentos de estruturas – o mais provável é que as soluções de publicidade remanescentes sejam da Aol. Andre Izay, general manager do Yahoo Brasil, não faz previsões e garante a independência até o primeiro trimestre do ano que vem. “Até encerrar o acordo, continuaremos a realizar a estratégia delineada no início deste ano. Dito isto, é um negócio normal para nós — nosso time e operações no Brasil permanecem focados na entrega a nossos usuários, anunciantes e acionistas”, afirma Izay.

 

Rodrigo Tafner, professor da ESPM (Crédito: Adriano Adrião / Divulgação)

Rodrigo Tafner, professor da ESPM (Crédito: Adriano Adrião / Divulgação)

Marcos, do Aol, também assegura essa estabilidade no mesmo prazo. Veja a seguir mais comentários do executivo sobre a aquisição.

Meio & Mensagem – A grande transformação que afeta Aol desde a sua Aquisição pela Verizon tem vindo a moldar a empresa no negócio de duas frentes: mídia e tecnologia / cultura e código. Como a operação Yahoo vai se encaixam nesta estratégia nos anos seguintes?
Marcos Swarowsky – Verizon e Aol têm investido muito em conteúdo e estão apostando em conteúdo como um diferencial-chave de produto em relação a Google e Facebook. As plataformas de venda programática e de dados da Aol vão alavancar demais os números do Yahoo em mobile, programmatic video e tecnologia de publicidade nativa, que já são líderes de mercado. Essa aquisição cria um novo rival na mídia em mobile, atingindo mais de um bilhão de pessoas com sua lista incomparável de marcas mais amadas do mundo.

Essa aquisição cria um novo rival na mídia em mobile, atingindo mais de um bilhão de pessoas com sua lista incomparável de marcas mais amadas do mundo.

Qual é a melhor oportunidade que esse negócio traz para operações da Verizon e Aol mundo afora?
O acréscimo do Yahoo vai consolidar a posição da Aol como uma empresa de tecnologia de mídia móvel com liderança da marca em sete categorias de conteúdo (em primeiro ou segundo lugar) e ativos de monetização essenciais em mobile, dados, search e programmatic. Até 2020, queremos que o Yahoo seja uma marca central num alcance global com mais de 2 bilhões de usuários. Juntos, estaremos posicionados para criar uma das empresas de mídia e tecnologia com maior escala no planeta.

Hoje, a Aol chega a 700 milhões de consumidores globalmente. Qual é o novo número junto às marcas do Yahoo?
Juntos, vamos conectar um bilhão de consumidores em todo o mundo, em cada tela e dispositivo.

Parece inevitável a integração de marcas ou soluções, uma vez que haverá muita redundância em ferramentas de publicidade e verticais de conteúdo. Você poderia apontar alguns serviços ou plataformas que talvez sejam transformados em algo novo ou reunidos numa ferramenta ou área já existente?
É muito cedo para dizer. O negócio não será fechado até por volta do fim deste ano e o primeiro trimestre de 2017.

Como isso afetará as operações de Aol e Yahoo no Brasil e quando devemos começar a ver grandes mudanças?
É muito cedo para dizer, uma vez o negócio só deve ser fechado até o início de 2017, mas estamos agressivo com nossa meta de chegar a dois bilhões de consumidores até 2020.

Veja mais sobre a compra do Yahoo pela Verizon na edição 1721, de 1° de agosto, exclusivamente para assinantes do Meio & Mensagem, disponível nas versões impressa e para tablets iOS e Android.

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