YouTube privilegiará conteúdo “advertiser friendly”

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YouTube privilegiará conteúdo “advertiser friendly”

Ariel Bardin, VP de product management da plataforma, fala em retomada da confiança e cita parâmetros para enquadrar conteúdo inapropriado


5 de junho de 2017 - 14h35

Na sexta-feira passada, 2, o YouTube anunciou novas regras de monetização com o objetivo de criar um “ambiente mais seguro para as marcas”. A plataforma também criou uma forma de deixar mais claro o que pode ser considerado conteúdo “advertiser friendly”.

De acordo com Ariel Bardin, VP de Product Management do YouTube, milhares de atualizações foram aplicadas na plataforma para retomar a confiança dos anunciantes. “Como resultado, muitos anunciantes retomaram suas campanhas de mídia no YouTube, gerando receita de criadores para retornar a um estado melhor e mais estável. Sabemos que as flutuações da receita têm sido inquietantes e queremos tranquilizá-los de que estamos trabalhando em estreita colaboração com os nossos parceiros de publicidade para garantir que o YouTube continue a ser um ótimo lugar para que os criadores ganhem dinheiro”, escreveu Bardin em post direcionado aos produtores de conteúdo.

 

Inserir personagens infantis em temáticas de violência ou sexo poderá desmonetizar um vídeo

Diante dessa premissa, três grupos de vídeo não serão monetizados. O primeiro inclui aqueles que possuem conteúdo de ódio. De acordo com o YouTube, são considerados vídeos de ódio “que promovam discriminação ou rebaixem ou humilhem um indivíduo ou grupo de pessoas com base em raça, etnia, origem étnica, nacionalidade, religião, deficiência, idade, identidade de gênero e orientação sexual.”

Outro grupo que passa a se enquadrar em regras de não monetização é aquele que utiliza personagens de forma inapropriada. “Qualquer personagem do mundo infantil que aparecer em contexto de sexo ou violência também será enquadrado em não monetização.” Vídeos de conteúdo degradante também entram na categoria de não aceitáveis. Qualquer conteúdo que mostre situações degradantes ou de humilhação deixarão de ser monetizados. Ainda de acordo com Ariel, novas mudanças precisarão ser feitas. “Nós reconhecemos que ainda há mais trabalho a fazer. Sabemos que temos de melhorar nossas comunicações para você, nossos criadores. Também precisamos atender ao nosso compromisso com os nossos anunciantes, garantindo que seus anúncios só aparecem contra o conteúdo que eles acham adequado às suas marcas”, escreveu Ariel.

Por fim, o executivo afirmou que a empresa passa a fornecer cursos específicos para os produtores de conteúdo sobre as novas políticas. “Esperamos que essas novas políticas e diretrizes forneçam informações adicionais que você possa usar para tomar as decisões corretas quanto ao seu conteúdo. Todos os dias nos inspiramos nas histórias que contamos ao público em todo o mundo. Obrigado por ser paciente com a gente enquanto trabalhamos para melhorar o ecossistema para criadores, anunciantes e usuários”, conclui Ariel.

Em maio, em uma carta direcionada aos produtores de conteúdo da plataforma, Marissa Morrill, gerente de comunidades do YouTube, explicou que, em função do movimento de anunciantes pressionando a plataforma sobre o destino de seus investimentos, novas medidas seriam necessárias. “Começamos a aplicar controles de segurança. Se você estiver vendo flutuações em sua receita durante as próximas semanas, talvez seja porque estamos ajustando nossos sistemas de anúncios para solucionar essas questões. Estamos trabalhando o mais rápido possível para que os anunciantes se sintam mais confiantes em nossa plataforma e as receitas continuem a fluir para os criadores a longo prazo”, escreveu Marissa em um texto direcionado aos youtubers.

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