Felipe Neto: “é muito mais difícil produzir conteúdo gamer”

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Felipe Neto: “é muito mais difícil produzir conteúdo gamer”

Influenciador, que terá o primeiro naming rights do jogo Minecraft, em parceria com a PicPay, fala sobre o papel dos games como cultura digital

Luiz Gustavo Pacete
15 de junho de 2020 - 6h00

 

O Minecraft possui 126 milhões de usuários ativos por mês e já vendeu mais de 200 milhões de cópias (Crédito: Divulgação)

A fintech PicPay e o criador de conteúdo Felipe Neto se uniram para o desenvolvimento de uma ação de naming rights dentro do jogo Minecraft. Felipe, que é embaixador da marca, reconstruiu o local de compras do jogo que terá elementos visuais que remetem aos serviços da PicPay como logo, QR Code e smartphone. Ao navegar pelo espaço, os jogadores poderão trocar mantimentos por esmeraldas (o dinheiro do game) em um mundo digital batizado pelo aplicativo de pagamentos.

“Junto com social listening, o PicPay tem estudado como as marcas têm se posicionado dentro dos e-sports e como esse universo vem em um crescimento constante”, diz Cristianne Alves, head de branding do PicPay. O Minecraft possui 126 milhões de usuários ativos por mês e já vendeu mais de 200 milhões de cópias desde seu lançamento, segundo a Microsoft e a Mojang Studios. Ao Meio & Mensagem, Felipe fala sobre as diferenças entre ser um criador de conteúdo baseado no mundo gamer e reforça o papel dos games como cultura digital.

Felipe Neto tem, em média, cinco milhões de visualizações em seus episódios de Minecraft (Crédito: Reprodução)

Meio & Mensagem – Qual tem sido o aprendizado de conciliar sua atuação relacionada ao combate ao conteúdo tóxico nas redes, liderar discussões políticas e, em paralelo, desenvolver projetos como esse?
Felipe Neto – Tudo passa pelo entendimento de que meu canal no YouTube é como uma emissora. Muito embora seja uma emissora de um rosto só. O conteúdo é pensado, tem roteiristas, produtores, executivos, uma estrutura para tornar tudo aquilo possível. Justamente por enxergar o canal como uma emissora, eu não misturo as coisas. Meu Twitter e Instagram são minhas redes pessoais, em que praticamente não há compromisso profissional, já no YouTube eu sou um apresentador e criador de conteúdo que segue uma estrutura séria, mesmo que seja para publicar gameplays e vídeos divertidos.

M&M – O que representa esse projeto desenvolvido junto com a PicPay no Minecraft?
Felipe – Eu acho que pode abrir portas no mercado de games no Brasil. Inserir uma marca como o PicPay dentro desse mundo, através de naming rights e um pequeno universo inteiramente patrocinado, é algo que pode começar a ser replicado por outras marcas junto a outros gamers. Poucos tipos de conteúdo na internet inteira geram tamanha retenção de atenção do espectador quanto games. O meu canal, que tinha uma média de retenção de 8 minutos por vídeo, passou para uma média acima de 20 minutos por vídeo depois da saga Minecraft.

M&M – O que você diria para as marcas sobre o mundo dos games/e-sports/influencia?
Felipe – É importante ver quem cria narrativas, quem gera engajamento e quem consegue manter o público próximo, curioso, ávido pelo próximo episódio. Esse tipo de conteúdo é uma verdadeira mina de ouro para projetos patrocinados, porque entram no cotidiano das pessoas de uma forma que poucas coisas conseguem entrar. Tornam-se parte de suas vidas, suas rotinas. Embarcar em algo assim é também passar a fazer parte dessas vidas e rotinas.

M&M – Você vê muitas diferenças entre ser um creator (influenciador) do universo dos games ou não, o que muda?
Felipe – Muda tudo. O conteúdo gamer é muito maior, muito mais difícil de produzir, leva muito mais tempo e precisa estudar muito mais sobre o jogo que você está jogando. Eu nunca trabalhei tanto, em 10 anos de canal, quanto estou trabalhando nessa saga Minecraft. Em compensação, nunca fui tão feliz. Criar conteúdo envolvendo um jogo está sendo a experiência mais fantástica da minha vida de criador e eu acho que nunca mais conseguirei parar.

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