Facebook deixa de investir em direitos esportivos

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Facebook deixa de investir em direitos esportivos

Rede social não renovará acordos da Champions League e Libertadores e diz que irá concentrar esforços no desenvolvimento de outros formatos com ligas, clubes e atletas

Bárbara Sacchitiello
4 de março de 2021 - 7h39

Final da Champions League em 2020, vencida pelo Bayern de Munique, foi a partida de futebol mais assistida na história do Facebook, impactando mais de 13,7 milhões de pessoas de América Latina (Crédito: Reprodução/Uefa)

Em uma mudança em relação à estratégia anunciada há mais de três anos, o Facebook deixará de investir na aquisição de direitos de transmissão de campeonatos esportivos. Em comunicado publicado no blog oficial da plataforma, Leo Lenz Cesar, diretor de parcerias esportivas para a América Latina, comunica que a empresa não pretende estender os acordos dos direitos que já possui.

Há mais de três anos, o Facebook investiu para se tornar um veículo de transmissões esportivas ao vivo, conquistando os direitos de importantes torneios. Em 2018, a rede social comprou os direitos da Copa Libertadores da América no continente sul-americano, passando a exibir alguns dos jogos do torneio em sua plataforma de vídeos, o Facebook Watch. Antes, no mesmo ano, a empresa já havia adquirido os direitos de transmissão da Champions League na TV aberta, em uma aposta de conquistar os fãs do torneio de clubes mais importante do mundo. A rede social também é detentora do torneio La Liga, na Índia, cujo contrato também termina em 2021.

No comunicado, o porta-voz do Facebook explica que, apesar dos resultados do conteúdo esportivo, a empresa não planeja estender os atuais acordos. “Continuamos comprometidos em trabalhar de perto com os nossos parceiros da UEFA e da Conmebol para entregar excelentes experiências aos fãs e marcas até o final da atual temporada da Champions League e da Libertadores em 2022. Mas, daqui para a frente, vamos concentrar os nossos esforços em ajudar a indústria do esporte – de lidar a clubes, atletas, confederações, criadores e emissoras – a desenvolver e engajar audiências, construir modelos de negócios sustentáveis e monetizar seus conteúdos diretamente em nossas plataformas”, diz Lenz Cesar.

No post, o porta-voz continua explicando que “os esportes ao vivo não vão desaparecer do Facebook”, mas que a empresa acredita que as transmissões devem ter um lar na plataforma com uma nova abordagem que visa a expandir a gama de formatos e conteúdos, gerando receitas por meio de suas ferramentas de monetização.

Lenz Cesar cita alguns exemplos do que poderiam ser essas novas formas de monetização do conteúdo na plataforma, como “eventos online pagos, assinaturas de fãs, vendas de produtos, parcerias de conteúdo de marca e anúncios em vídeo. A ideia, no entanto, é fazer isso não com a transmissão dos jogos, mas sim nas páginas e comunidades das ligas, clubes e dos próprios atletas dentro das plataformas do Facebook.

A rede social ainda manterá as exibições da Copa Libertadores até 2022 e da Champions League, cuja temporada de 2021 já está na fase das oitavas de final. Nesta semana, as negociações para a transmissão do torneio europeu avançaram no Brasil e as próximas temporadas devem permanecer com a WarnerMedia na TV paga e ir para o SBT na TV Aberta.

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