Marcas na rede: como aproveitar melhor o YouTube

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Marcas na rede: como aproveitar melhor o YouTube

Anunciantes podem aproveitar os dados da plataforma para criar narrativas mais originais e garantia de público

Thaís Monteiro
9 de abril de 2021 - 6h00

É inegável que o formato em vídeo é um dos principais para atrair a atenção do público. Essa afirmação é refletida na aposta cada vez maior de redes sociais em formatos em vídeo e no sucesso de plataformas como o TikTok. Se hoje temos isso como fato, o grande contribuidor foi o YouTube. Há mais de uma década em operação, a plataforma de vídeos continua relevante para marcas devido ao seu poder de segmentação, análise de dados e grande audiência.

 

(Crédito: Tarik Kizilkaya/iStock)

Para Paulo Ilha, VP de Mídia e BI da DPZ&T, o YouTube foi o espaço onde o conteúdo em vídeo foi “encontrado”, pois, deste então, ele passou a ganhar mais atratividade e atenção. “É um formato com potencial de engajamento e resultado maiores que o estático. Ele se tornou tão grande de forma a ser realmente competitivo até mesmo com a televisão em matéria de formato de vídeo”, acredita.

A partir disso, a plataforma se tornou ideal para contar histórias mais longas, já que nela o público está a todo momento pesquisando por conteúdo, indica Israel Bastos, coordenador de mídia da Gut. “As marcas começaram a investir em produções próprias para fortalecer a consideração de um produto ou serviço ou apenas aumentar sua relevância oferecendo um conteúdo para ensinar, entreter ou inspirar essa audiência”, esclarece sobre o retorno de investimento que anunciantes podem ter no YouTube. De acordo com o profissional, a plataforma também representou mais um canal para contar histórias em vídeo para além da televisão.

A evolução do YouTube começou a acelerar com o maior número de acessos e, principalmente, por conta dos criadores de conteúdo para a plataforma. “Quando os diversos criadores de conteúdo, que não paravam se surgir na plataforma, começaram a investir e profissionalizar seus vídeos,  como consequência, a audiência cresceu exponencialmente”, explica Bastos.

Porém o crucial para manter os anunciantes é sua vasta oferta de dados e possibilidades de segmentação. “Um fenômeno de relevância e assertividade também explicado pela opção de gestões que a plataforma oferece. Ou seja, utilização de dados, possibilidades de segmentação e construção de conteúdos dinâmicos”, pontua Ilha.

“Assim como as outras redes, o Youtube passou a ser uma opção mais acessível e rentável para marcas com um investimento menor, já que a segmentação detalhada garante uma entrega mais precisa e barata que a TV. Mas para as marcas com investimentos maiores, a plataforma vem atraindo cada vez mais investimento por ser um canal ideal para construir alcance, lembrança de marca”, contextualiza Bastos.

Ao Meio & Mensagem, os executivos dividiram suas opiniões sobre as melhores práticas para uma boa presença de marca na plataforma.

Atenção ao tempo
Entregar a mensagem e estimular a curiosidade do público nos primeiros segundos do filme, já que o usuário tem a possibilidade de pular o anúncio e mantê-los entre 15 e 30 segundos e, assim, não atrapalhar a experiência do público buscando assistir a um vídeo que escolheu.

Explore formatos
O fato do usuário ter maior controle sobre ver a peça publicitária já difere a abordagem do anúncio feito para a televisão, que pode entregar a mensagem mais ao final do filme. Por isso, é recomendado criar peças próprias para o YouTube, além de explorar os demais formatos complementares da plataforma para amplificar os resultados esperados, como o vídeo vertical para o mobile, explorar as oportunidades em TVs conectadas e outros.

Aproveite os dados
Use os dados disponíveis no analytics como aprendizado para as próximas campanhas e deixar a mensagem cada vez mais assertiva e adotar um modelo de otimização condizente com o modelo de negócios, assim como segmentações com base nos KPIs estabelecidos.

Ficar atento ao brand safety
O YouTube já se envolveu em ameaças ao brand safety de marcas por associações de anúncios à vídeos de conteúdo extremista. A plataforma evoluiu nesse quesito, mas é importante o time do anunciante ter maior controle sobre a segurança da sua marca no ambiente.

**Crédito da imagem no topo: Christian Wiediger/Unsplash

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