Canais e operadoras fazem ofensiva contra pirataria

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Canais e operadoras fazem ofensiva contra pirataria

Campanha da Associação Brasileira de TV por Assinatura terá oito filmes para ajudar a conscientizar a população a respeito das transmissões irregulares

Bárbara Sacchitiello
25 de maio de 2021 - 10h27

No primeiro filme da campanha, crianças citam repreendem adultos que ensinam comportamentos corretos, mas não cumprem as próprias determinações ao acessarem conteúdos pagos de forma irregular (Crédito: Reprodução)

O comercial apresentado no intervalo da Globo na noite desse domingo, 23, é o primeiro de uma série de oito filmes que a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) prepara para ajudar a conscientizar a população a respeito de algo que sempre foi uma das maiores dores de cabeça do setor: a pirataria.

De acordo com estimativa da ABTA, baseada em dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pirataria gera, por ano, um impacto financeiro de R$ 15,5 bilhões por ano. Desse montante, R$ 2 bilhões seriam em impostos que deixam de ser arrecadados pelo governo.
Para esse primeiro filme da campanha, a ABTA recorreu ao apelo do exemplo. No comercial, crianças falam sobre os ensinamentos e lições que recebem dos seus pais a respeito de comportamento éticos e corretos, mas que não veem os adultos cumprindo se próprio discurso quando eles, por exemplo, acessam conteúdo de canais pagos de forma irregular.

“Nossa campanha traz um alerta das crianças para esta falta de integridade, entre discurso e prática de muitos adultos. As crianças entendem que um desenho animado, um filme ou um jogo é resultado do trabalho de muitas pessoas e que isso precisa ser respeitado. Entendem também que mesmo um conteúdo disponível na internet não deve ser acessado se for ilegal. Eles sabem que isso é crime, assim como nós também sabemos”, disse, em nota, Oscar Simões, presidente da ABTA.

A campanha publicitária foi criada pela Globo, com produção da Mixer e aprovada pelo Conselho da Associação.

Ofensiva contra a pirataria
Já há algum tempo, a ABTA vem movendo esforços para tentar conscientizar a população e ajudar a combater a irregularidade na distribuição dos sinais de canais pagos. Uma pesquisa encomendada pela associação, realizada pela Mobile Time/Opinion Box, apontou que 33 milhões de brasileiros maiores de 16 anos acessam algum conteúdo de TV paga de forma pirateada.

No ano passado, o movimento da associação contra a pirataria ganhou a adesão de outros órgãos como a Anatel, a Ancine, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério Público, a Polícia Civil, Polícia Federal e a Receita Federal.

A pirataria sempre foi citada por executivos de canais pagos e pela própria ABTA como uma das razões para a dificuldade de ampliação da base de assinantes do setor no País. No Brasil, inclusive, a TV por assinatura vem perdendo público de forma considerável desde 2015. Em março de 2021, a Anatel reportou que a TV paga contava com uma base de 14.307.659 assinantes no Brasil. Um ano atrás (em março de 2020), a base de assinantes era 15.247.316 de contratos.

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