Toda inovação precisa de uma história

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Toda inovação precisa de uma história

Como empreendedores podem convencer outros a comprar suas ideias


15 de janeiro de 2019 - 11h16

Crédito: Giorez/iStock

Em seu âmago, inovação é um fenômeno profundamente social. Às vezes mais, às vezes menos, é a história que faz a inovação, em vez do caminho contrário. Quer ter sucesso em inovação? Você precisa convencer os outros a comprar sua ideia. Se você está aspirando ser um inovador, ou um líder de projeto, precisa ser capaz de dizer sua história de maneira que capture a imaginação de investidores e líderes de unidades de negócios. Se é um investidor, ou um líder de unidade de negócios, precisa saber o que ouvir para reconhecer uma narrativa inovadora.

Thomas Edison foi capaz de capturar a imaginação de diversas comunidades de stakeholders com seu comentário aspiracional de que “nós faremos a eletricidade tão barata que apenas os ricos acenderão velas”. Mas ele também foi igualmente preciso quando o assunto foi inventar uma luz que fosse acessível, eficiente e não fosse cintilante — para que pudesse sugerir que a economia e a adoção do produto liderariam o mercado vindouro. Em outras palavras, isso não era uma especulação vã, mas um pensamento comercial bem fundamentado.

Por que aprender é tão difícil para inovadores? Tenho trabalhado com inovadores em um amplo espectro de indústrias na Europa, EUA e Ásia (especialmente na China). Eles estão tão desesperadamente apaixonados por suas ideias e tecnologias que essas ideias se perdem, não necessariamente nessa ordem, mas recorrentemente não há uma história para acompanhar o brilho daquela ideia, e suas chances de sucesso são diminuídas por conta dessa omissão. Se você tem alguma dúvida disso, ouça o empreendedor e professor de negócios, Scott Galloway, que inequivocamente atribui o sucesso da Amazon por sua competência de contar histórias.

Minha experiência é que é mais fácil do que a maioria pensa, e que você pode narrar sua história de inovação em três partes: Por que? O quê? Como? Penso também que há ferramentas básicas para cada parte que torna a história mais vívida.

Por que? Para unir multidões ao redor de sua ideia, é necessário que haja um awareness compartilhado e uma concordância de que fazer algo diferente seja uma boa ideia. Ao contrário, você descobrirá que a inércia é uma força poderosa que se opõe à inovação. A partir do momento em que acredito que a inovação deveria ser sobre melhorar a experiência do consumidor, estabelecer algum senso do que constitui uma experiência vencedora atualmente, e onde isso estará amanhã, é uma boa forma de começar. Interpretando as curvas de S como uma representação da experiência do consumidor, em vez de tecnologias, torna a questão mais visual e dá à sua história um senso de quão iminente é a disrupção do setor.

Há três passos simples para construir uma história de inovação melhor, e histórias importam. Um antigo CLO da Wipro, Abhijit Bhaduri afirma que “a história consegue um espaço mental entre os dados e a informação”, e, então, ele adiciona diversos pontos que são importantes para fazer sua história convincente: “Uma história precisa ser algo inesperado. O que é previsível nunca é material para uma história” (isso é normalmente dentro do “Por que”); “Histórias são sobre descobrir o mundano e o exótico e o diferente quando tudo isso é previsível” (isso normalmente é o “o quê”); e “Contar histórias deve ser sobre a audiência. Histórias devem deixar um papel para sua audiência. Eles persuadem sua audiência a suspender sua descrença”. Eles também falam sobre as principais preocupações e esperanças da audiência (isso normalmente fala diretamente com o “como”).

Isso não é sobre adicionar ainda outra necessidade ao empreendedor. É sobre tomar o tempo necessário para aumentar a probabilidade de sucesso de sua ideia. Inovações nunca podem ser simplesmente sobre tecnologia. Precisam ter uma visão empática de sua audiência e devem falar sobre suas necessidades. Edison entendeu a importância de narrar histórias no processo de inovação, quando indicou pela observação “inventores devem ser poetas para que eles possam ter a imaginação”. Que todos nós sejamos poetas em nossos papéis de inovadores.

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