Dylan Mulvaney quebra o silêncio sobre o tumulto da Bud Light

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Dylan Mulvaney quebra o silêncio sobre o tumulto da Bud Light

'Claramente não tem como conquistar todo mundo', diz influenciadora trans em postagem nas redes sociais


28 de abril de 2023 - 15h19

Por Jon Springer, do AdAge*

Dylan Mulvaney postou um vídeo no Instagram na noite de quinta-feira (Crédito: Dylan Mulvaney via Instagram)

Dylan Mulvane – a influenciadora transgênero cuja postagem no Instagram com o tema Bud Light desencadeou uma polêmica que fez as vendas da marca de cerveja cambalearem – quebrou semanas de silêncio na noite de quinta-feira. Em uma postagem no Instagram, ela perdoou seus inimigos e reconheceu que “claramente não há como conquistar todo mundo”.

A postagem foi publicada na mesma época em que a sitiada Bud Light exibiu separadamente seu primeiro novo comercial de TV desde que a polêmica começou, há quase um mês.

Mulvaney, falando em um vídeo do Instagram, não fez referências específicas a Bud Light. Ela disse que ficou magoada com a “necessidade de desumanizar” dos críticos, mas disse: “Sempre tentei amar a todos, mesmo as pessoas que tornam isso muito, muito difícil”.

Mulvaney, que tem 13 milhões de seguidores entre Instagram e Tiktok, não fazia postagens desde 7 de abril.

A Bud Light se recusou a comentar seu novo post.

Mulvaney, em uma postagem no Instagram em 1º de abril, compartilhou uma foto de uma lata personalizada da Bud Light com o rosto dela enquanto promovia o concurso March Madness da marca.

A postagem atraiu uma resposta mordaz de alguns conservadores, incluindo o músico Kid Rock, que atirou em caixas de Bud Light com uma arma automática. Um boicote parece ter contribuído para um rápido declínio nas vendas, com o volume da Bud Light caindo em 21% na semana encerrada em 15 de abril, de acordo com dados da Bump Williams Consulting citados pela Beer Marketer’s Insights.

Os problemas de vendas da Bud Light causaram atrito com seus distribuidores e “pânico” na empresa, disseram fontes. Dois líderes na Anheuser-Busch InBev – Alissa Heinerscheid, vice-presidente de marketing da Bud Light; e Daniel Blake, vice-presidente de marketing do grupo para marcas tradicionais – tiraram licença. Todd Allen, que havia sido vice-presidente de marketing global da Budweiser, assumiu o cargo de Heinerscheid.

Ao tentar acalmar os distribuidores e varejistas, a Bud Light evitou fazer qualquer declaração sobre os direitos dos transgêneros, pois, aparentemente, tenta se distanciar de um problema que se tornou um ponto quente cultural. O assunto mostra o quanto mudou a política americana nos últimos anos, se não meses, à medida que mais marcas são atraídas para o diálogo. Em 14 de abril, a Anheuser-Busch InBev emitiu uma carta na qual o CEO dos EUA, Brendan Whitworth, disse que a empresa “nunca teve a intenção de fazer parte de uma discussão que divide as pessoas”.

Em 2016, a Bud Light fez uma série de anúncios socialmente progressistas, incluindo um de apoio aos direitos dos transgêneros que não gerou polêmica, ilustrando uma divisão cultural cada vez mais profunda desde então.

O anúncio da Bud Light que foi ao ar na quinta-feira veio durante a rodada de abertura do Draft da NFL na ESPN, um evento no qual a marca manteve uma presença discreta, apesar do seu caro patrocínio da NFL. Bud Light não postou um único tweet durante o evento, assim como seu concorrente, Miller Lite, que não possui patrocínio da NFL em toda a liga, fez.

O novo anúncio da Bud Light é a última parcela de sua campanha “Easy to Enjoy” que começou no início deste ano da agência Anomaly. Os anúncios pretendem retratar um novo senso de confiança e magnetismo da marca e romper com uma longa dependência do humor.

Com a música “Chicken Fried” da Zac Brown Band, o anúncio é “focado em encorajar fãs e consumidores com mais de 21 anos a desfrutar de momentos simples de união com os amigos”, disse um porta-voz da Anheuser-Busch.

 

*Tradução: Rafaela de Oliveira

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