Guerra das fintechs acelera na Fórmula 1
Disputa pela liderança do mercado internacional entre Nubank e Revolut ganha capítulo no patrocínio esportivo

Fintechs utilizam Fórmula 1 como plataforma para impulsionar conexão com os fãs de automobilismo (Crédito: jay-hirano-shutterstock)
A guerra para definir a popularidade e a liderança no mercado internacional entre as fintechs Nubank e Revolut ganha mais um capítulo, dessa vez envolvendo um grid de largada. Um dia após o lançamento da equipe Audi Revolut na F1, escuderia estreante na Fórmula 1, o Nubank anunciou uma parceria global com a Mercedes-AMG Petronas F1 Team.
Com isso, as empresas correm lado a lado na missão de escalar a abrangência de seus territórios de atuação, seja no sentido geográfico, aproveitando a internacionalização promovida pelo automobilismo, seja pela estreia na competição.
De um lado, o Nu – marca que aparecerá no carro e nos uniformes da equipe alemã – aproveita a consolidação da Fórmula 1 como território estratégico na busca pela relevância cultural e diferenciação em mercados altamente competitivos, usando a categoria para fortalecer sua marca em mercados-chave como Brasil, México, Colômbia e Estados Unidos.
Já a Revolut, considerada a maior fintech da Europa e em operação no Brasil desde 2023, tem no patrocínio à equipe Audi, anunciando em julho do ano passado, seu maior investimento em marketing para 2026.
A iniciativa ganha tração adicional no mercado brasileiro ao combinar a entrada da Audi na categoria com a presença do piloto brasileiro Gabriel Bortoleto, reforçando o potencial de conexão local e visibilidade em um setor financeiro mais disputado.
De acordo com a chief growth officer e CEO da operação emergente de Nubank nos EUA, Cristina Junqueira, a entrada da brasileira na F1 representa uma oportunidade poderosa de conexão com os fãs da modalidade em diversas regiões.
“Estamos ansiosos para unir forças com a Mercedes F1 para aproveitar o foco no cliente, a plataforma tecnológica e a inovação do Nubank para oferecer acesso exclusivo e experiências digitais incríveis que aproximem os fãs da ação. Construir uma marca global é uma jornada de muitos anos, e há muito mais por vir”, comentou.
Enquanto para a Revolut, esse é um momento histórico em uma temporada que promete ser especial para o esporte. “Há uma década, a Revolut era a nova competidora, com grande ambição de desafiar gigantes estabelecidos. Estamos entusiasmados em embarcar nessa jornada com a equipe e levar nosso ritmo para o grid. Os fãs podem esperar que a Revolut leve ao esporte seu DNA de fazer as coisas de forma diferente e, nos bastidores, estaremos profundamente integrados às operações financeiras da equipe”, afirmou Antoine Le Nel, chief growth and marketing officer da fintech, em comunicação à imprensa.
A briga pela pole position
No Brasil, as duas empresas chamam atenção do mercado de fintechs em uma disputa acirrada pela popularidade e clientes. O Nubank, um dos pioneiros do segmento no País, celebrou, hoje, a marca de 112 milhões de clientes no País, atendendo 61% da população brasileira. Contando México e Colômbia, a empresa supera 127 milhões de clientes. O plano de internacionalização tem como próxima parada os Estados Unidos, local onde já solicitou ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC) uma licença bancária.
Já a Revolut desponta como uma concorrente ao roxinho, com atuação em 39 países, com mais de 65 milhões de clientes. A companhia também está em processo de expansão internacional, principalmente na América Latina, Ásia, Oriente Médio e África. A empresa opera no Brasil desde 2023.
O Brasil é um dos focos de crescimento para a companhia inglesa. Para a empresa, o brasileiro é um público que tem interesse em viagens, é altamente digital e aberto à inovação. De acordo com Vinicius Berghahn, head de growth da Revolut para o Brasil, a fintech se diferencia justamente por oferecer uma conta global, com mais de 30 moedas, uso dentro e fora do Brasil, com rendimento em reais e acesso a investimentos internacionais.

