Globo terá Amazon na Copa do Mundo feminina
Empresa de mídia quer impactar o público a partir da competição, que acontecerá no Brasil em 2027

Flávia Toledo, da Globo, Gal Barradas, da Fifa e Lillian Dakessian, da Amazon, falam sobre as expectativas para a Copa do Mundo feminina (Crédito: Máquina da Foto)
Há pouco menos de um ano para a abertura da Copa do Mundo feminina, que acontece em junho de 2027 no Brasil, a Globo já se prepara para a cobertura completa do evento. Detentora não exclusiva de 100% dos direitos do torneio de seleções, a empresa de mídia entende que esse será um dos seus principais produtos de futebol para a próxima temporada e aproveitou para anunciar que a Amazon foi o primeiro patrocinador a garantir presença na transmissão.
Durante a sua participação no Maximidia 2026, a companhia reforçou a sua presença como um dos players que acompanha a modalidade. As transmissões dos jogos de futebol feminino passaram de 82, em 2021, para 200 nesse ano, com um alcance de 50 milhões de pessoas em suas diversas plataformas.
Para construir a relação com a audiência do futebol feminino, a empresa de mídia investiu em competições como Brasileirão feminino, Copa do Brasil, Paulistão e os amistosos da seleção brasileira e, mais uma vez, na Copa do Mundo Fifa.
Para o torneio, a Globo já confirmou a renovação do projeto com a Play9, que iniciou durante a Copa do Mundo masculina deste ano, e foca na cobertura digital, com influenciadores e personalidades.
Além disso, a Amazon é a primeira marca confirmada como anunciante das transmissões da Copa. “As marcas têm a oportunidade de fazer parte da vida das pessoas de maneira mais longeva. A comunidade tem uma ansiedade por parceiras, estão esperando as empresas”, disse Flávia Toledo, gerente de insights e estratégia de marcas da Globo.
Relação com a comunidade
Um dos dados amplamente divulgados quando se trata de futebol feminino é a respeito da fidelidade dos torcedores que acompanham à modalidade. Além de representar um propósito para esse público, tendo em vista que oito em cada dez pessoas acreditam que é uma ferramenta de transformação social capaz de inspirar, incluir e promover a igualdade, de acordo com dados da Pesquisa Futebol feminino no Brasil – Offerwise para IN Globo – 2026, o futebol feminino gera diversas oportunidades para se conectar com os torcedores.
Gal Barradas, diretora executiva de revenues e marketing do Comitê Organizador da Copa do Mundo FIFA de Futebol Feminino 2027, comentou que o futebol feminino tem o 3º maior fandon do mundo. A executiva explicou que existe um interesse especial da geração alfa por acompanhar os campeonatos, inclusive pessoalmente nos estádios.
“Normalmente herdamos nosso clube da família, no caso dos jovens, eles estão escolhendo torcer pelo futebol feminino”, disse.
E, de fato, o público de futebol feminino se mostra engajado. Dados da Globo Ads apontam que, para 43% dos entrevistados, as marcas que se relacionam com o futebol feminino mostram compromisso com o desenvolvimento do esporte, enquanto 31% acreditam que criam conexões mais humanas e emocionais com o público.
Já a pesquisa Women’s Sport Trust (WST), realizada no Reino Unido em 2023, mostrou que essa relação ultrapassa a relação de percepção e se transforma em impacto para a marca. Entre os respondentes, 16% da população apontou maior probabilidade de comprar produtos de marcas que patrocinem o futebol feminino, frente a 13% que preferem empresas que apoiam os esportes masculinos.
Para a Amazon essa foi uma realidade. A varejista entrou de vez na modalidade no ano passado e, além de ser patrocinadora das transmissões na Globo, é uma das patrocinadoras das seleções brasileiras, que envolve tanto as equipes profissionais (masculina e feminina) e de base, com um olhar especial para a Copa feminina.
“A Amazon tem um olhar para essas iniciativas por duas lentes. Uma é para o público engajado, outra é para o impacto no negócio. Observamos que nos dias de jogos o pico de vendas e pedidos no quick commerce é grande. Estamos construindo todo esse ecossistema”, comentou Lillian Dakessian, diretora de marketing da Amazon.

