Copa digital: como veículos aproveitarão a força do online
CazéTV é a detentora exclusiva dos direitos nas redes; demais canais aproveitarão o entorno da competição

Veículos se preparam para cobertura da Copa do Mundo no digital (Crédito: Nattawit-Khomsanit)
Considerada a Copa do Mundo mais digital de todos os tempos, a edição 2026 terá a CazéTV como principal detentor dos direitos de transmissão no Brasil.
Em parceria com o YouTube, o canal de Casimiro Miguel garantiu a exibição de 100% dos jogos, além dos direitos de imagem do torneio no digital.
Esse acordo engloba o uso de imagens oficiais da competição nas redes sociais, inclusive gols, melhores momentos e entrevistas.
Por isso, a plataforma concentrará parte dos seus esforços em posicionar as redes como canal de circulação de conteúdo da competição, com formatos curtos e compartilháveis que amplificam o conteúdo e funcionam como de janela de entrada para o consumo.
Para isso, a empresa de mídia quer integrar o time de redes com o de transmissão, em esquema que valoriza a relação com o torcedor e fã do esporte.
Segundo Felipe Tebet, head de conteúdo na CazéTV, esses canais podem levar o torcedor a descobrir a transmissão ao vivo.
“O digital permite que a cobertura seja mais flexível e adaptável. A programação pode responder em tempo real ao interesse do público, com novos formatos e transmissões surgindo ao longo do torneio”, afirma.
Em torno do jogo
Sem os direitos de imagem no digital, os demais veículos devem aproveitar a atmosfera do evento.
O foco, portanto, será na produção de conteúdo do que acontece nos arredores do torneio e na relação de emoção dos torcedores.
Entre os transmissores, a cobetura desse entorno gerou pacotes comerciais.
A Globo, por exemplo, fechou acordo com a Play9 Content Group para cobertura digital first e multiplataforma, a fim de mostrar o ponto de vista de 2.026 influenciadores sobre o principal torneio de futebol do mundo.
De acordo com a empresa de mídia, o objetivo oferecer ao público imersão esportiva num ecossistema de entretenimento, informação e engajamento social, com nomes que passam entre lifestyle, humor, música e games.
O projeto é realizado com o ViU, área da Globo especializada em marketing de influência, que será responsável por agregar a estratégia dos perfis e canais Globo ao projeto, em colaboração com o grupo Play9.
Dessa forma, a empresa de mídia define isso como narrativa “around game” que foca nas histórias, sentimentos e acontecimentos que vão além da transmissão.
“É a maior mobilização de influenciadores já feita no Brasil – e provavelmente no mundo – para um único evento. E esse processo de gamificação da escolha deles já será o início do aquecimento para a Copa”, destaca João Pedro Paes Leme, CEO e sócio-fundador do Play9 Content Group.
Já na N Sports, parceira do SBT, o Desimpedidos terá papel importante para traduzir os acontecimentos do torneio para o ambiente digital com a linguagem de redes.
A emissora define esse movimento como um projeto robusto de conteúdo multiplataforma que vai além dos jogos.
De fato, a idéia é fazer com que o público acompanhe seleções, confrontos, os países-sede, curiosidades, bastidores e informações nas redes sociais.
Tudo isso com a produção do jornalismo e dos programas do SBT.

