Procon está de olho no Carrossel, do SBT
Órgão de apoio ao consumidor julga que as ações de merchandising na trama são prejudiciais ao público infantil
O maior sucesso dos últimos tempos do SBT pode começar a gerar problemas. A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon) tomou medidas contra as ações de merchandising veiculadas na novela Carrossel, por julga-las inadequadas ao público-alvo da atração.
O principal questionamento do Procon é o fato de as ações de merchandising estarem inseridas no contexto da novela, fazendo parte da própria trama. “As crianças tem dificuldade de distinguir o real da ficção e a exposição de produtos na novela pode gerar um desejo incontrolável por aquilo que está sendo exposto”, explica Renan Ferraciolli, assessor-chefe do Procon de São Paulo.
As fiscalizações do conteúdo comercial de Carrossel estão sendo feitas pelo Procon há algum tempo, em parceria com o Instituto Alana. Segundo o assessor chefe, a intervenção do órgão tem o objetivo de fazer o SBT repensar os formatos comerciais da novela e eliminar as ações de merchandising contextualizadas, deixando as inserções para os breaks ou, então, criando outras formas de patrocínio ao produto exibido.
O Procon já procurou o SBT para conversar sobre o assunto e, segundo Ferraciolli, a emissora, por enquanto, não demonstrou nenhuma ação prática para mudar o conteúdo comercial de Carrossel. Procurado pela reportagem, o SBT, por meio de sua assessoria de imprensa, declarou que o departamento comercial faria uma reunião para tratar do assunto. Caso a emissora não se prontifique a alterar as inserções da novela, o Procon-SP garante que ela pode sofrer punições, como multas.
Versão brasileira do grande sucesso mexicano do início dos anos 90, Carrossel é considerada um case de audiência e comercial, tendo conseguido devolver ao SBT o segundo-lugar na audiência média diária na Grande São Paulo – posição que, desde 2007, havia perdido para a Record.
