Eleições

TSE e big techs se unem para combater fake news eleitorais

Acordo foi firmado com Kwai, Telegram, Meta, TikTok, Google, X e LinkedIn e com as plataformas de IA ElevenLabs, OpenAI e Anthropic

i 17 de julho de 2026 - 11h14

TSE e big techs se unem para combater fake News durante período eleitoral (Crédito: New-Africa-shutterstock)

TSE e big techs se unem para combater fake News durante período eleitoral (Crédito: New-Africa-shutterstock)

Nessa quinta-feira, 16, o ministro Kassio Nunes Marques,vpresidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assinou memorandos de entendimento com plataformas digitais operantes no Brasil com o objetivo de intensificar o combate à fake News, disseminadas por conteúdos falsos, manipulados e descontextualizados durante o processo eleitoral.

A assinatura aconteceu em uma cerimônia realizada na sede da Corte, em Brasília, e funciona como a formalização da renovação e a ampliação das parcerias no âmbito do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral.

Nesta etapa, as plataformas Kwai, Telegram, Meta, TikTok, Google, X e LinkedIn, firmaram seu compromisso com o objetivo. Além delas, ElevenLabs, OpenAI e Anthropic aderiram ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação por meio de Termo de Adesão.

Nestes casos, os memorandos preveem ações de cooperação específicas, definidas conforme a área de atuação e as características de cada parceiro. Isso significa que esses documentos estabelecem diretrizes claras para o avanço das ações conjuntas.

Desse modo, as empresas atuarão no desenvolvimento de soluções técnicas para identificar e mitigar novos padrões de comportamentos coordenados e fraudulentos em suas redes.

Já o TSE oferecerá balizamento legal e segurança jurídica para as ações de moderação e remoção de conteúdo, assegurando a defesa da integridade informativa sem tolerar a mentira deliberada.

Durante a cerimônia, o ministro Kassio Nunes Marques afirmou que única saída viável para o combate à desinformação é a união de esforços. O presidente afirmou, ainda, que um modelo de governança pragmático, dividindo responsabilidades complementares é importante para construir o respaldo jurídico necessário por meio das decisões e resoluções da Corte Eleitoral.

“A democracia não se restringe apenas às urnas. Ela depende também da liberdade com que cada eleitora ou eleitor forma sua convicção, a qual está intrinsecamente relacionada à qualidade do debate público que antecede o voto”, disse.

Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação

Criado em 2021, o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação é uma política voltada para a saúde democrática e integra instituições públicas e privadas em uma malha de proteção informacional e promoção da educação midiática.

De acordo com o TSE, entre os objetivos estão a redução da desinformação, fortalecimento da imagem da Justiça Eleitoral, Sistema de Alerta de Desinformação, frente nacional de enfrentamento à desinformação, coalizão para checagem e outros.

Veículos se preparam período eleitoral

A mídia é outra frente que já está se preparando para combater a desinformação durante o período eleitoral. O portal g1, da Globo, afirma que começou a verificar conteúdos em 2017, com a seção “É ou não É”, e, em 2018, passou a integrar o projeto Fato ou Fake com os demais veículos: TV Globo, GloboNews, O Globo, Extra, Valor e CBN.

Em nota, enviada ao Meio & Mensagem, o veículo afirma que já foram realizadas mais de seis mil checagens, reiterando ano após ano o empenho do g1 com a precisão, o rigor e a responsabilidade editorial. Além disso, a empresa de mídia estendeu o projeto para a TV, no final de 2024.

Já o jornal digital Poder360, afirma combater as fake news com jornalismo profissional em tempo integral, uma equipe especializada dedicada exclusivamente à cobertura dos assuntos do poder, com base em Brasília, e foco permanente na apuração rigorosa dos fatos.

O veículo mantém o maior time dedicado a esse tipo de cobertura na capital, com mais de 100 jornalistas, o que permite checagem mais rápida, leitura contextualizada de declarações e acompanhamento contínuo de narrativas políticas — algo essencial em períodos eleitorais.

A CNN pautará a sua cobertura eleitoral para ser algo além do noticiário diário. Para isso, o canal reunirá ferramentas de análise de dados, recursos visuais interativos e formatos especiais para TV e plataformas digitais.

Entre esses, um dos destaques será o Índice CNN, agregador de pesquisas eleitorais que terá uma versão dedicada à disputa presidencial.

O Estadão, fechou uma parceria com The News, da Waffle Media, para acompanhar tanto a Copa do Mundo, quanto as Eleições, em uma iniciativa que prevê a produção de duas newsletters conjuntas, uma delas é, justamente, voltada para o assunto.

Já a Band deu início oficialmente à corrida eleitoral com o lançamento campanha “Somos de Verdade”, que destaca a tradição do grupo em acompanhar as escolhas dos eleitores brasileiros.