Três propulsores da inovação em 2024

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Opinião

Três propulsores da inovação em 2024

Saiba quais são eles e como se antecipar para extrair o melhor de cada um


10 de janeiro de 2024 - 6h00

No mercado publicitário, o ano de 2023 foi marcado por regulamentações rígidas de privacidade e por uma economia global complexa. A segmentação baseada em inteligência artificial garantiu seu espaço e conteúdos de vídeo continuaram a comandar os holofotes. Ao mesmo tempo, as crescentes preocupações com a segurança digital impulsionaram o interesse pela segmentação contextual dos anúncios, com um aumento notável em CTV (TV Conectada) e anúncios em jogos.

Os líderes empresariais se esforçaram para encontrar o equilíbrio entre automação e experiência humana. No geral, a ênfase dos anunciantes permaneceu firme na privacidade, inovação e conexões autênticas, sinalizando uma mudança em direção a experiências centradas no usuário e em práticas responsáveis.

Por outro lado, a IA generativa atingiu seu ápice em 2023. Hoje, ela é cada vez mais empregada em vários setores com o intuito de aumentar a produtividade e melhorar o conhecimento dos trabalhadores, conforme mostram estudos. Em pesquisa recente da McKinsey, verificou-se que 79% dos indivíduos foram expostos à IA generativa e que 22% deles a utilizam regularmente na sua vida profissional.

IA generativa

Esta imensa revolução está por trás da primeira previsão do mercado AdTech para 2024: as estratégias de marketing continuarão a adotar a IA generativa, permitindo às marcas integrar perfeitamente mensagens criativas contextuais em conteúdos cativantes e em grande escala.

Nossa indústria aumentou o foco em priorizar a atenção, já que uma maior atenção anda de mãos dadas com a melhora da percepção da marca e os resultados dos negócios do cliente. A IA generativa ajuda os anunciantes a adaptar criativos em grande escala para diferentes conteúdos online, melhorando a visibilidade do anúncio e o envolvimento do usuário.

Atualmente, a otimização da atenção é amplamente baseada no posicionamento. Portanto, existe um grande potencial para garantir que a oportunidade de otimização da atenção seja aproveitada com o criativo certo e contextualmente integrado. Como o tempo médio de atenção é de apenas oito segundos, segundo especialistas, capturar e manter o interesse tornou-se cada vez mais vital.

Como se antecipar?

Antes de mais nada, é preciso compreender o poder da IA generativa: comece a explorar soluções de IA generativa de empresas como a OpenAI (e sua solução Dall-e) para entender o que é possível.

Alimente sua IA generativa com os dados certos: use análises avançadas em combinação com tecnologia contextual para identificar os interesses mais relevantes de uma determinada página e impulsionar sua otimização criativa em grande escala.

Além disso, meça a eficácia: trabalhe com uma empresa capaz de medir a eficácia de criativos contextuais integrados e criativos neutros para avaliar os benefícios para seus resultados.

A ascensão da segmentação baseada em interesses

A Mc Kinsey & Company destaca o sucesso de empresas diversas, equitativas e inclusivas no atendimento às diversas necessidades dos clientes. No entanto, a segmentação demográfica baseia-se frequentemente em estereótipos, ignorando as preferências individuais. Isto leva a suposições imprecisas. Além disso, muitas vezes coleta dados por meio de cookies invasivos de terceiros.

A segunda previsão para 2024 é que as marcas vão deixar para trás a demografia, voltando-se para a segmentação baseada em interesses para publicidade personalizada, com maior probabilidade de captar os interesses autênticos do seu público amplo e cada vez mais diversificado.

Esta segmentação com base em interesses adapta os anúncios às preferências individuais, aumentando a relevância e o envolvimento. Notavelmente, uma pesquisa recente indica que 52% dos consumidores sentem-se frustrados quando recebem comunicações e ofertas que não são relevantes para eles. Já a segmentação com base em interesses permanece inalterada pelo desaparecimento dos cookies de terceiros e livre de preconceitos e estereótipos da segmentação demográfica.

Como se antecipar?

Adote a segmentação contextual: use a segmentação contextual, que é escalonável e inclusiva, para focar suas campanhas nos interesses dos consumidores e ir além das limitações demográficas.

Compreenda os grupos sub-representados: utilize insights baseados em dados para compreender melhor os interesses e valores exclusivos dos grupos sub-representados.

O poder de dados próprios e contextuais

À medida que o Chrome, o Safari e o Firefox restringem cookies de terceiros, e vários governos impõem regulamentações focadas na privacidade, os aplicativos que preservam a privacidade usados para maximizar o valor dos dados próprios de uma marca tornam-se essenciais.

A terceira previsão para 2024 é o surgimento de soluções contextuais que oferecem a capacidade de integrar dados próprios numa abordagem compatível com a privacidade, identificando os interesses e públicos contextuais mais relevantes para o cliente de uma marca.

Isso é extremamente relevante pois os dados próprios de uma marca são a chave para um marketing mais inteligente, quando usados de forma eficaz. As abordagens tradicionais são difíceis de escalar devido às mudanças nas regulamentações de privacidade. A dupla de dados próprios combinados com previsões contextuais apresenta uma solução escalonável e precisa para encontrar o público certo.

Como se antecipar?

Aprimore seus dados próprios: conecte-se com empresas contextuais para aprimorar seus dados próprios, descobrindo novos interesses do público e planejamento preditivo. Isso ajuda a identificar os segmentos e públicos pré-construídos de maior afinidade. Você também pode criar públicos contextuais personalizados que correspondam perfeitamente aos interesses do seu cliente. É importante entender as diferentes soluções tecnológicas que são oferecidas como contextual.

Enfrentando o dilema da personalização que preserva a privacidade

As previsões do mercado AdTech para 2024 abordam coletivamente um desafio crítico enfrentado pelos anunciantes: a personalização que preserva a privacidade.

Esse problema surge pelo declínio da confiabilidade dos cookies de terceiros e de regulamentações de privacidade mais rígidas, tornando a publicidade personalizada que respeita a privacidade do usuário mais desafiadora.
Por isso, a IA generativa, a segmentação baseada em interesses e os dados próprios são ferramentas essenciais para enfrentar esse desafio, permitindo uma publicidade personalizada ao mesmo tempo em que protege a privacidade dos usuários.

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