E o FOMO começou antes de embarcar
Na primeira visita ao SXSW, a sensação de que algo importante está acontecendo começa antes mesmo da viagem
Nos próximos dias estarei em Austin para participar pela primeira vez do South by Southwest.
E uma coisa curiosa já aconteceu antes mesmo de eu embarcar: o FOMO começou.
Para quem trabalha com marketing, tecnologia, cultura ou inovação, o SXSW tem quase um status mítico. É aquele evento que mistura tudo ao mesmo tempo: grandes ideias, conversas inesperadas, tecnologia emergente, música, filmes, networking e, principalmente, encontros improváveis.
Mas ao olhar a programação pela primeira vez, tive uma sensação que imagino que muitos já tiveram: é simplesmente impossível acompanhar tudo. Muitas agendas interessantes acabam se sobrepondo…
São centenas de palestras, ativações espalhadas pela cidade, eventos paralelos, encontros improvisados em cafés, happy hours, showcases de música, lançamentos de produtos e discussões sobre praticamente qualquer tema que esteja moldando o futuro.
A sensação é de estar diante de um grande mapa de possibilidades — e de saber que, inevitavelmente, você vai perder alguma coisa interessante.
Esse é o FOMO clássico do SXSW.
Mas talvez o ponto mais interessante seja justamente esse.
O valor do SXSW nunca esteve apenas na agenda oficial. Ele está na sobreposição de universos: tecnologia conversando com entretenimento, creators dialogando com executivos, startups encontrando grandes marcas, e ideias aparentemente distantes se cruzando no mesmo painel ou na mesma fila de café.
Para quem trabalha com marketing, especialmente em um momento em que as fronteiras entre conteúdo, entretenimento, produto e comunidade estão cada vez mais borradas, o SXSW funciona quase como um laboratório vivo.
Não é apenas um evento para assistir palestras. É um lugar para observar tendências em tempo real: como marcas estão se comportando, como as pessoas consomem experiências, como cultura e tecnologia continuam se entrelaçando.
Talvez por isso o FOMO apareça tão cedo.
Porque o SXSW é, essencialmente, sobre possibilidades. E quando estamos diante de muitas delas ao mesmo tempo, é natural sentir que algo importante pode estar acontecendo em uma sala ao lado.
Minha expectativa para essa primeira visita não é tentar ver tudo. Isso seria impossível.
É entrar no espírito do evento: caminhar pela cidade, ouvir conversas, conectar pessoas, descobrir ideias inesperadas e observar como diferentes mundos estão se encontrando.
Se o FOMO já começou antes mesmo da viagem, talvez isso seja apenas um sinal de que o SXSW está fazendo exatamente aquilo que sempre prometeu fazer: provocar curiosidade.
Agora é embarcar para Austin e ver para onde essa curiosidade me leva.