Grupo Boticário espera crescer o dobro do mercado

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Grupo Boticário espera crescer o dobro do mercado

Companhia lança novos modelos de lojas para O Boticário e Eudora

Roseani Rocha
7 de dezembro de 2017 - 11h42

Nesta quarta-feira, 6, os principais executivos do Grupo Boticário estiveram em São Paulo para o tradicional almoço com a imprensa e outros influenciadores, no qual a companhia faz um balanço do ano e indica os rumos que pretende tomar nos próximos anos.

Artur Grynbaum, CEO, garante que num mercado que deve crescer 3% este ano, o Grupo que comanda crescerá mais que o dobro em receita. Este ano, a rede – da qual fazem parte as marcas O Boticário, Quem disse, Berenice?, The Beauty Box, Eudora, Multi B e Boti Labs – inaugurou 61 lojas. “Não fechamos o planejamento ainda, mas 2018 tende a ser um ano em que a economia deve crescer um pouco mais, mas a grande questão é 2019, mediante o que acontecer nas eleições”, ponderou Grynbaum.

A leve melhora que percebe nos indicadores econômicos ainda precisa chegar, no entanto, à atitude do consumidor, avalia o líder do Grupo Boticário, uma vez que o movimento nos shoppings somente agora está começando a ser retomado.

A crise trouxe cautela, mas não paralisou os investimentos. De 2012 a 2015, o grupo investiu mais de R$ 1 bilhão em novas fábricas, centro de distribuição e de pesquisa & desenvolvimento. Com isso, diz o CEO, foram abertas avenidas de crescimento que serão trilhadas e ajustadas nos próximos anos. Nesta quinta-feira, 7, por exemplo, ele reinaugura em Belo Horizonte um novo modelo de loja, voltada ao consumidor final, também para a Eudora. Quando lançada, a marca teve algumas lojas, inclusive em São Paulo, mas que acabaram sendo fechadas. Até então, haviam sido mantidas a venda direta, lojas voltadas às revendedoras da marca e somente a de BH como atendimento aos clientes finais.

Celebração das origens

Misturar modernidade e tradição (já que a marca completou 40 anos) está no cerne do novo modelo de loja inaugurado para O Boticário no BarraShopping, no Rio de Janeiro. O projeto, assinado pelo escritório de arquitetura be.bo, de Bel Lobo e Bob Neri, o mesmo que criou as lojas Quem disse, Berenice?, amplia o contato e experência sensorial dos consumidores com os produtos, por exemplo, com uma bancada para exposição de maquiagem maior que nas outras lojas, e seu design geral foi inspirado em um botica, onde a marca surgiu pelas mãos de Miguel Krigsner.

“É um modelo sensacional, que vai servir para algumas praças mais competitivas, de cidades maiores, em que há uma concorrência maior e consumidores com maior poder aquisitivo”, afirma Artur Grynbaum.

Já Alexandre Bouza, diretor de marketing de O Boticário, conta que a marca vem trabalhando no novo projeto de loja há dois anos para resolver um descompasso que havia entre a grande evolução recente dos produtos e as lojas que atendiam a um consumidor que pensava de determinada forma “há cinco, 10 anos”. Inicialmente, o novo modelo será levado para um grupo restrito de lojas, como pontuou o CEO, mas os executivos não precisam a quantidade delas.

A escolha do Rio de Janeiro para começar a mudança foi explicada pelo fato de se tratar de um mercado exigente. A ideia era testar a marca numa praça que não fosse tão benevolente com a marca. De toda forma, São Paulo, onde o market share é mais elevado, também deve receber em breve o novo modelo.

No caso de Eudora, o Grupo ainda faz mistério sobre quais serão as praças a receber as novas lojas. O diretor da marca, Daniel Knopfholz, conta, no entanto, que o período normal em que se avalia um projeto antes de escalar é de seis meses a, no máximo, um ano.

Sem revelar detalhes de crescimento de cada marca, o CEO do Grupo Boticário assegura que todas andaram bem, mas as mais novas, obviamente, têm menos share de mercado. Também ressaltou a presença forte na omnicanalidade e a liderança em lojas monomarcas (somente de O Boticário são 3.700).  Sobre a venda direta, sorri e faz mistério: “Temos uma participação interessante”. Já o e-commerce participa do negócio, segundo ele, numa posição que ajuda a executar essa omnicanalidade. Representa 3,5% do negócio, por enquanto, e é considerada interessante também como plataforma de relacionamento.

Artur comentou também a reforma trabalhista, aprovada recentemente, e seu impacto para o varejo. Sua avaliação é de que se trata de uma mudança interessante no sentido de atender os momentos mais dinâmicos do varejo, até ao longo da semana ou do mês. Neste Natal, um dos períodos mais importantes de vendas, junto com o Dia das Mães, as redes de lojas do grupo ainda devem adotar as vagas temporárias, para reforçar os quadros. Mas a nova opção do contrato intermitente (em que o trabalhador recebe somente pelo serviço prestado) está sendo discutida, segundo ele para que seja adotado da forma correta, o que requer um trabalho de educação dos franqueados sobre o tema.

 

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