O marketing espacial de Elon Musk

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O marketing espacial de Elon Musk

Lançamento de um modelo Tesla Roadster ao espaço durante teste do foguete Falcon Heavy, da SpaceX, gera atenção às marcas que nenhuma verba de mídia poderia comprar

Fernando Murad
8 de fevereiro de 2018 - 12h41

Tesla Roadstar em sua jornada espacial (crédito: reprodução)

Na terça-feira, 6, a base de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), de onde há mais de quatro décadas partiram os primeiros homens que pisaram na lua, foi o palco do lançamento do novo foguete Falcon Heavy, da SpaceX, de Elon Musk, que levou como carga um Tesla Roadster, modelo de carro elétrico da fabricante também pertencente ao empresário sul-africano. Num evento com direito a muito show e interação, Musk alçou ao espaço o nível de atenção às suas marcas, conseguindo uma exposição que plano algum de mídia conseguiria.

A imagem do Tesla Roadster vermelho cereja de Musk flutuando no espaço ao som de Life On Mars?, de David Bowie, foi o clímax de uma transmissão ao vivo feita pelo empresário na terça-feira pelo Youtube. O evento atraiu uma cobertura massiva da mídia e se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais.

Imagens do carro postadas por Musk no Twitter e no Instagram são exemplos das estratégias de divulgação não convencionais do empresário, que conseguiu fazer o valor de mercado de uma fabricante de carros elétricos superar o de montadoras tradicionais como Ford e GM, chegando a casa de US$ 57 bilhões. Recentemente, Musk promoveu outra empresa, a The Boring Company, especializada em construção de túneis subterrâneos, vendendo um lança-chamas. 

“Quando fabricantes de automóveis compram um anúncio no Super Bowl, eles aspiram a criar um espetáculo com um comercial. No caso de Elon Musk, ele fez o espetáculo da sua própria realidade”, diz Jessica Caldwell, diretora executiva de análise da indústria da Edmunds. “O buzz que ele cria com uma ação como esta vai muito além do que os dólares de marketing podem comprar”, complementa.

O aspecto espetacular do evento não acabou com o lançamento. O Roadster foi equipado com três câmeras para captar o que Musk classificou na segunda-feira, 5, como “imagens épicas” à medida que o carro vai em direção à órbita elíptica Terra-Marte ao redor do sol, na qual deve passear por “centenas de milhões de anos”. A primeira visita à Marte, porém, será em breve. A previsão da empresa é que isso aconteça em seis meses.

Embora o projeto não tenha englobado uma verba astronômica de marketing, o investimento faz jus ao nome do foguete. A estimativa é que a SpaceX tenha consumido US$ 500 milhões no Falcon Heavy, que tem capacidade de colocar cerca de 70 toneladas em órbita. Cada lançamento custa US$ 90 milhões. Para efeito de comparação, a Nasa investiu US$ 6 bilhões no Saturn V entre 1967 e 1973, foguete usado nas missões Apollo (de exploração da Lua) e Skylab.

* Com informações do Adage

 

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