Maioria não usa dados de modo eficiente, diz estudo

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Maioria não usa dados de modo eficiente, diz estudo

Relatório da IBM ouviu mais de 12,8 mil executivos de todo o mundo para analisar nível de transformação digital de empresas

Igor Ribeiro
14 de março de 2018 - 8h35

Segundo o Global C-Suite Study, pesquisa do IBM Institute for Business Value, as empresas com maior capacidade de trazerem disrupção aos seus mercados são aquelas que souberem colher e analisar dados de modo eficiente. O relatório, que existe há 14 anos, coletou dados de 12.854 executivos de 112 países (8% deles da América do Sul), de 20 setores. São todos do chamado “C-level”: chief executive officers (CEOs), chief financial officers (CFOs), chief marketing officers (CMOs), chief operations officers (COOs) etc.

As respostas foram analisadas segundo métodos estatísticos e também pela ferramenta Natural Language Classifier, do Watson, que verifica contexto, temas e prioridades dos entrevistados. Um dos primeiros achados é a separação entre tipos de executivos, classificados como Reinventores, Práticos e Aspiracionais.

Apesar de serem minoria, com 27%, os Reinventores estão no topo da cadeia por terem conseguido ter um desempenho de destaque tanto em receita como em lucro, na comparação com concorrentes, nos últimos três anos. São empresas de alto alinhamento interno, cuja estratégia de negócios está sincronizada com a tecnológica, além de serem bastante adaptáveis e focadas no crescimento de equipes e colaboradores.

IBM – Global C-suite Study

Bob Lord, CDO da IBM (Crédito: IAB/ Divulgação)

Os Práticos (37%) ainda não conseguiram desenvolver capacidades para realizar transformações digitais de grande impacto, mas são bastante ambiciosos nesse sentido. Muitos estão próximos de fazer investimentos e preparam um salto para os próximos anos. Já os Aspiracionais (36%) estão longe de aproveitar novas oportunidades de modo rápido ou de desenvolverem suas estratégias digitais.

“Um grande achado do estudo é o poder das plataformas, pois grandes empresas podem tirar vantagem da enorme quantidade de dados, AI e novas tecnologias como blockchain para criar estratégias diferenciadas”, afirma Mark Foster, vice-presidente senior de serviços globais de negócios da IBM. No relatório, 57% das empresas disruptivas estão criando ou usando plataformas, enquanto 54% das não-disruptivas sequer consideram usá-las.

IBM – Global C-suite Study

Um dos pilares para essa transformação digital é a capacidade de processar e analisar dados. Porém, nem todas as empresas estão habilitadas para isso. “Hoje, nós só temos acesso a 20% dos dados do mundo. Grandes companhias, empresas menores e empreendedores possuem os outros 80% de informações atrás de seus firewalls, enquanto esses dados poderiam ser uma grande vantagem competitiva”, afirma Bob Lord, chief digital officer da IBM.

IBM – Global C-suite Study

Bob Lord acrescenta que trabalhar com tecnologias, plataformas e parceiros que colaborem na interpretação dessas informações é essencial. “Esse estudo acrescenta que tecnologias de machine learning e inteligência artificial poderiam colaborar na análise desses dados para fornecer insights sobre seu consumidor como nunca conseguiram ter antes.” Agregado a isso, uma estratégia de feedback do público poderia colaborar no refinamento de dados.

IBM – Global C-suite Study

Leia uma íntegra da entrevista de Bob Lord na edição 1801, de 12 de março, exclusivamente para assinantes do Meio & Mensagem, disponível nas versões impressa e para tablets iOS e Android.

Crédito da imagem do alto: Sergey Nivens / iStock

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