Incertezas rondam o futuro do Snapchat

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Incertezas rondam o futuro do Snapchat

Boatos do fim do aplicativo, prejuízo e a chegada da chinesa Tencent geram questionamentos sobre o futuro da rede

Luiz Gustavo Pacete
10 de novembro de 2017 - 9h43

As últimas semanas não foram fáceis para o Snapchat. Na quarta-feira, 8, a Snap Inc veio a público desmentir os boatos de que o aplicativo deixaria de funcionar no próximo dia 14 de novembro. Os boatos surgiram na semana passada, após Evan Spiegel, fundador e CEO do Snapchat, ter falado com a Fox News sobre os rumos da empresa. Para agravar a crise de imagem, na última segunda-feira, 6, o aplicativo ficou instável, chegando a ficar fora do ar por mais de duas horas. Além disso, uma outra notícia pode mudar o futuro da companhia. A chinesa Tencent, dona do aplicativo chinês WeChaT comprou 12% do capital da Snap e terá papel importante, sobretudo, em novos formatos.

Também no Twitter da Snap, foi desmentida a informação do fim do aplicativo. Essa série de mal-entendidos envolvendo ocorrem na mesma semana em que a empresa divulgou seu balanço trimestral, na última terça-feira, 7. O faturamento cresceu 62% para US$ 207,9 milhões. O prejuízo da companhia, no entanto, teve um pico saltando de US$ 124,4 milhões no segundo trimestre para US$ 443,1 milhões no terceiro. É o terceiro balanço que o Snap publica depois de sua abertura de capital, em março deste ano, quando levantou US$ 3,4 bilhões.

Ao comentar os resultados, Evan Spiegel afirmou que a empresa fará mudanças no aplicativo. Ele não deu detalhes, mas falou sobre redesenhar o app para ser mais bem utilizado por pessoas mais velhas e também deve passar a ordenar o feed por meio de algoritmos. “Ao longo dos anos, ouvimos que o Snapchat é de difícil compreensão e uso. Nossa equipe vem trabalhando para responder a esse feedback”, afirmou Spiegel.

Ele ressaltou que as mudanças podem, inclusive, alterar o comportamento da comunidade no aplicativo. “Existe a possibilidade de que o redesenho da nossa aplicação seja perturbador para nossos negócios no curto prazo e ainda não sabemos como o comportamento da nossa comunidade mudará quando começarem a usar o aplicativo atualizado. Estamos dispostos a assumir esse risco para o que acreditamos ser benéfico no longo prazo para nossos negócios.” As mudanças poderiam afastar os adolescentes, público que representa uma parcela importante dos usuários da plataforma.

O desafio para as marcas

Sempre que se discute sobre o Snapchat é importante separar a realidade do aplicativo nos Estados Unidos e no Brasil. Por lá, a evolução e a proximidade da empresa com marcas estão em um nível muito mais maduro do que no Brasil. Aqui, a empresa passou a ter uma representação somente no ano passado. Nos Estados Unidos, as ações e cases no Snapchat são muito mais consistentes e frequentes.

“O aplicativo do Snapchat surgiu como febre, viralizou e ganhou muitos usuários no mundo inteiro focando principalmente em adolescentes que buscavam uma rede social onde pessoas mais velhas, pais e parentes não estavam. O conceito do conteúdo que expira em 24h atraiu também atenção das marcas, que queriam estar na plataforma e atingir esse público muito engajado. Mas o que ainda dificulta o trabalho é que como a plataforma não permite nenhum nenhum tipo de integração através de tecnologia, o processo se tornava muito manual e burocrático”, aponta Carlos Tristan, cofundador e CMO da plataforma de influência Squid.

Catherine Boyle, analista-chefe da eMarketer, explica que, mesmo no contexto americano, a plataforma ainda dá poucas informações para o mercado e dificulta a inclusão do Snapchat em estratégias de marketing. “O Snapchat está causando uma certa excitação para as marcas. Eu tenho observado que nos Estados Unidos a adoção de estratégia de anúncio pago pelas marcas vem aumentando. O grande desafio ainda é a falta de informação. Existe dúvida sobre o target, métricas. ”

 

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