Em nova mudança, Abril volta à antiga sede

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Em nova mudança, Abril volta à antiga sede

Em fase de recuperação de dívidas, grupo retorna à marginal Tietê em São Paulo, onde manteve seu parque gráfico


3 de janeiro de 2019 - 11h45

Sede da Abril na marginal Tietê, em São Paulo (Crédito: Onildo Lima/ Divulgação)

O Grupo Abril, que atravessa por um período de intensa reestruturação, está retornando a um antigo endereço, na Zona Norte de São Paulo, na marginal Tietê. O edifício, próprio, começou a ser erguido em 1964, para receber o parque gráfico da editora, e a partir de 1968, foi também sede administrativa e das redações das revistas — a terceira sede da editora. Lá permaneceram até 1997, quando foram para um endereço alugado na marginal Pinheiros, Zona Oeste da capital paulista.

O grupo já havia transferido sua sede há dois anos, quando iniciou sua fase mais intensa de cortes de gastos, mudando de Pinheiros para o bairro do Morumbi, na região sul da cidade. Agora, sob reestruturação conduzida pela Alvarez & Marsal, a empresa passa por recuperação judicial em que negocia dívidas de R$ 1,6 bilhão com credores e ex-funcionários. Em dezembro, a família Civita anunciou a venda da empresa ao empresário Fábio Carvalho.

Desde a demissão de cerca de 800 profissionais entre agosto e setembro do ano passado, o endereço da Abril na marginal Tietê também tem sido palco de manifestações constantes de demitidos. A dívida trabalhista, de mais de R$ 90 milhões, foi incluída na recuperação judicial da empresa, que propôs pagar débitos de até R$ 238 mil (ou 250 salários mínimos) em até 12 parcelas e, acima disso, com desconto de 92% e pagamento no decorrer de 18 anos. 

As áreas administrativas do Grupo Abril já se mudaram para o endereço novo e empresa deve transferir, até fevereiro, redações e estúdios de marcas como Veja, Exame, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Capricho e MdeMulher. Nesse mesmo prazo, é esperado que credores e conselho administrativo cheguem num acordo sobre proposta de recuperação e que o Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade) se manifesta sobre a proposta de aquisição por Fábio Carvalho.

 

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