5º Congresso de Comunicação define temas

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5º Congresso de Comunicação define temas

Evento reunirá as 35 principais entidades do mercado brasileiro entre 28 e 30 de maio de 2012 em São Paulo

Robert Galbraith
19 de dezembro de 2011 - 8h01

Conciliar os interesses das 35 principais entidades que representam a indústria da comunicação brasileira não é uma tarefa simples. Por isso, a definição dos onze temas (ver lista abaixo) que vão compor as mesas de debates do 5º Congresso Brasileiro de Comunicação já pode ser considerado o primeiro importante passo para a realização do evento, marcado para os dias 28, 29 e 30 de maio de 2012, no WTC, em São Paulo. Após três reuniões entre os principais dirigentes das entidades e integrantes do Fórum Permanente da Indústria de Comunicação (ForCom), presidido por Dalton Pastore, os temas já definidos que vão nortear as discussões foram aprovados de forma unânime. Mais tópicos poderão ser incluídos na programação durante as reuniões marcadas entre os principais dirigentes para o mês de janeiro. Os líderes de cada painel assim como seus integrantes, porém, só serão definidos numa etapa posterior.

Para Luiz Lara, presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap), o momento econômico global impõe discussões sobre como as empresas brasileiras devem usufruir das oportunidades de expansão internacional. “Os debates vão abranger muito mais do que a propaganda. O Brasil caminha para ser em 2016 um mercado de R$ 40 bilhões. Temos que discutir essas novas fronteiras da mídia e as novas formas de relacionamento entre marcas e seus públicos alvos”, salienta Lara.

Entre essas novas fronteiras estão aquelas dentro do próprio Brasil, que o presidente da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), Ricardo Nabhan, ainda considera fora dos radares de muitos grandes anunciantes do País. O dirigente lembra que foram aprovadas 21 recomendações na última edição do Congresso, em 2008. Para ele, o maior benefício para os mercados regionais foi a aprovação da Lei 12.232 que padronizou as regras para as licitações públicas federais, estaduais e municipais. “A lei ajuda a evoluir os processos licitatórios em todo o Brasil”, afirma Nabhan. Para que os resultados também se reflitam no mercado de contas privadas, a Fenapro tem distribuído a anunciantes regionais o Guia de Boas Práticas para a Contração de Serviços Publicitários, elaborado em parceria com a Associação Brasileira dos Anunciantes (ABA).

Os debates do 5º Congresso também podem contribuir para amenizar as tensões entre a ABA e a Associação Brasileira das Produtoras de Obras Audiovisuais (Apro), que surgiram com a MP 540 que majorou em 138% a taxa de importação de comerciais. A ABA, que se retirou do III Fórum de Produção, realizado em novembro, não terá participação ativa no 5º Congresso mas a entidade será mais uma vez uma das apoiadoras oficiais do evento. “Os nossos dirigentes que participarem de painéis o farão representando suas próprias empresas”, salienta Rafael Sampaio, diretor-executivo da ABA. Leyla Fernandes, presidente da Apro, afirma que os debates do 5º Congresso serão mais amplos do que aqueles travados no III Fórum de Produção, mais focados em questões específicas do setor. “Nosso diálogo com a ABA, porém, segue ativo. Há questões e normas que precisam ser acordados, que interessam às duas partes”, frisa Leyla. Em maio, segundo ela, os debates serão mais voltados às novas mídias, conteúdos em novas plataformas e atualização das questões referentes a direito autoral em produções audiovisuais.

Líder internacional
Outra importante etapa dos preparativos para o 5º Congresso será a escolha de um líder internacional para fazer a abertura do evento, a exemplo de Kofi Annan, o ganês vencedor prêmio Nobel da Paz em 2001, que a atração principal do 4º Congresso. A ideia agora é que, a exemplo de Annan, o líder escolhido seja um símbolo internacional da luta pela liberdade.

As primeiras edições do Congresso Brasileiro aconteceram em 1967 e 1969. A terceira edição, realizada em 1978, teve como principal marco a criação do Conselho Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. E o 4º Congresso demorou 30 anos para acontecer, em julho de 2008. Lara ressalta que cada um deles trouxe importantes marcos para a indústria. “O primeiro marcou a criação do IVC, enquanto o segundo abriu caminho para a Lei 4680 que regulamenta nossa atividade, e o terceiro deu origem ao Conar. O último estabeleceu as bases para a formatação da Lei 12.232, que regulamenta as concorrências públicas”, enumera. 

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Temas do 5º Congresso
1) O futuro da profissão – Como as principais escolas de comunicação do mundo estão preparando seus alunos para o mercado. Uma pesquisa global entre escolas de comunicação será produzida pela ESPM. As opiniões de professores de grandes escolas globais de comunicação

2) As empresas de comunicação brasileiras e o mercado global – Na era da globalização, quais as oportunidades de internacionalização das empresas brasileiras de comunicação. O Brasil tem excelência em diversas áreas da comunicação, com empresas de todos os portes e profissionais de todos os segmentos. Que oportunidades têm estas empresas e profissionais para conquistar mercado internacional. E quais as barreiras para que isso se torne realidade.

3) Comunicação, crescimento econômico e desenvolvimento humano – A contribuição da Indústria da Comunicação ao crescimento econômico, desenvolvimento e inclusão social. Estamos cumprindo nosso papel? A Indústria da Comunicação e os entraves ao desenvolvimento: corrupção, burocracia, carga tributária.

4) Liberdade de expressão e democracia – A intimidade desta relação e a dependência que uma parte tem da outra. O Estado-Babá e a proteção aos leitores, telespectadores, ouvintes e consumidores. Regulação, Tutela e Educação. O direito de informar e o direito à informação. Os riscos e as ameaças à liberdade de expressão plena. Legislação, regulação e independência editorial. Sociedade de consumo e consumo consciente. Consumo e desenvolvimento. O papel da educação no “bom arbítrio”. Educação x Tutela. O estágio atual da educação no Brasil.

5) Comunicação one-to-one: personalização x privacidade – As novas tecnologias e as novas técnicas de comunicação personalizada. E os limites dela. Até onde a tecnologia pode personificar a comunicação. E até onde o consumidor quer ser identificado. As ferramentas de captação de informações sobre consumidores e seus hábitos, o uso mercadológico destas informações e, em contrapartida, a ética e o direito à privacidade.

6) As novas tecnologias e as novas fronteiras da mídia – Uma nova definição de midia. As novas tecnologias, as novas alternativas e até que ponto elas irão revolucionar o modelo atual de comunicação. Mais do que um cenário repleto de novas midias, estamos vivendo um cenário de redefinição do que é midia. De quanto será o mercado em 2014 ou 2016. Como planejar com tantas novas alternativas. O consumo de mídia e as novas gerações. Como a Indústria da Comunicação deve se preparar para os novos desafios impostos pela expansão do conceito de mídia. E como se aproveitar deles para melhor cumprir seu papel.

7) Sustentabilidade e Comunicação – O painel será três discussões: Consciência e Prática, Sociedade de Consumo e Sociedade Sustentável e Contribuições da comunicação para que o país se torne referência em sustentabilidade.

8) Criatividade e sucesso – Comunicação, criatividade e sucesso: como estreitar esta relação e torná-la evidente. A indústria da comunicação é a indústria da criatividade e da inovação? Pode ser mais? Como a nossa criatividade pode contribuir para o nosso sucesso e para o sucesso dos nossos parceiros de negócios, clientes e consumidores. E como evidenciar a relação criatividade / sucesso em benefício da expansão da indústria.

9) A reputação das empresas, SAC e as redes sociais – O SAC, uma conquista recente dos consumidores, será substituido pelas redes sociais? E como lidar com as redes sociais: uma forma de comunicação e de produção de conteúdo sobre a qual ninguém tem controle.

10) Pesquisa: a importância de conhecer a opinião do consumidor de comunicação – Como conhecer melhor a opinião e os anseios do consumidor, do leitor, do telespectador, do ouvinte, do internauta.

11) Regionalização – A força e a importância do “regional” num mundo globalizado. O desenvolvimento da indústria da comunicação nos mercados regionais.

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