Design e cidades: marcas e conceitos no espaço público

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Design e cidades: marcas e conceitos no espaço público

Guto Requena, arquiteto e designer, foi o primeiro palestrante do evento Detox, organizado pelo Grupo de Planejamento

Salvador Strano
27 de março de 2019 - 12h36

Crédito: divulgação/Ana Mello

“O futuro de design está menos relacionado ao desenho de produtos e cada vez mais o desenho de sistemas”, afirmou Guto Requena, fundador do estúdio que leva seu nome, durante painel no “Detox”, conferência realizada nesta quarta-feira, 27, pelo Grupo de Planejamento, no Unibes Cultural, na zona oeste de São Paulo.

Tendo essa visão como norte, Guto realiza projetos que pretendem reorganizar o espaço público através do design aliado, também, às marcas e ao poder público. Em um projeto de branded content para a Intel, por exemplo, a National Geographic chamou Guto para participar do seriado Hack the City. Nele, o designer criou uma obra de mobiliário urbano para a Praça da República, que foi palco do primeiro movimento LGBT do Brasil, o Somos.

“Nossa ideia foi fazer uma lança com uma bandeira LGBT com 16 metros de comprimento. Convidei ativistas e gravei esse áudio, e o batimento cardíaco deles durante o depoimento. Quando você senta, houve vários depoimentos e o grave vibra com o batimento cardíaco das pessoas”, afirma.

Durante o segundo turno presidencial, entretanto, a obra foi vandalizada e parte de sua estrutura elétrica foi destruída. Atualmente, ela foi reconstruída com estruturas fortalecidas antivandalismo.

Em outra ação para marcas, essa durante a Copa do Mundo, o estúdio de Guto realizou uma ativação para a Skol de distribuição de bebida e música. A estrutura que recebeu a festa, por sua vez, era mutável conforme o ritmo dos frequentadores. Isso foi realizado por meio de diversos discos refletores nas paredes da estrutura. A ação foi construída junto com a BFerraz. Confira o vídeo case:

A ressignificação do espaço faz parte de uma movimentação maior de retomada do ambiente público pela população. “A indústria do medo nas últimas quatro décadas fez a gente acreditar que para ser feliz era necessário morar num condomínio seguro, andar com carro blindado e se divertir num shopping center”, afirma Guto. Projetos como a abertura da avenida Paulista a pedestres e ciclistas, destaca o executivo, são essenciais nesse processo.

A ação, inclusive, rendeu uma campanha para a indústria da construção civil. Em parceria com a Gafisa, o estúdio realizou uma série de pílulas sobre a retomada da cidade que foram transmitidas em salas de cinema do Rio de Janeiro e em São Paulo.

 

*Crédito da imagem no topo: reprodução/Estúdio Guto Requena

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