Governo investe R$ 37 mi em nova campanha da Previdência

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Governo investe R$ 37 mi em nova campanha da Previdência

Segundo Fábio Wajngarten, da Secom, ação multiplataforma trata "de forma justa e técnica cada real investido na busca do melhor retorno"

Teresa Levin
21 de maio de 2019 - 9h14

Fabio Wajngarten, executivo da Secom, em cerimônia em Brasília (Crédito: Agência Brasil)

A segunda fase da campanha do governo federal sobre a reforma da Previdência foi apresentada em uma cerimônia nesta segunda-feira, 20, em Brasília. Com o mote “Nova Previdência. Pode Perguntar”, a campanha recebeu investimento de R$ 37 milhões. Formulada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e executada pela Artplan, tem como objetivo estimular a participação da sociedade no debate para a construção de uma nova previdência.

A série de filmes retrata pessoas procurando saber sobre a revisão do sistema de aposentadorias do País, como modo de trazer os cidadãos para o centro do processo. Nas peças, uma apresentadora responde às questões da população, questionando pontos das mudanças sugeridas na reforma. Ao final, aparece a assinatura “Nova Previdência. É para todos. É melhor para o Brasil”. A primeira etapa da campanha foi veiculada em fevereiro.

“A comunicação é um pilar fundamental para a aprovação dessa reforma”, disse Fábio Wajngarten, secretário da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), em seu discurso. Com esta crença, a campanha também trabalha o conceito “Essa é a verdade”, como um contraponto às fake news, através de um selo que aparece ao final das peças. Em sua fala, Wajngarten também destacou o slogan da campanha, “Pode perguntar”, e disse que “quem tem certeza da verdade, não tem medo de responder perguntas”. Em sua visão, vivemos tempos difíceis na comunicação. “Especialistas e teóricos têm gasto muito tempo querendo provar qual mídia é mais eficiente. Digital, TV aberta, ​TV a cabo, jornal, rádio, site, redes sociais. Essa campanha traduz muito o porque aceitei convite do presidente Jair Bolsonaro para dirigir a Secom. É um equívoco quem acredita no fim das mídias consideradas tradicionais”, defendeu.

Ele informou ainda que a campanha, assim como outras que serão desenvolvidas na Secom, estarão no maior número de meios possível. “Todas as mídias são importantes, principalmente, num país com dimensões territoriais gigantescas como Brasil.  Só atingiremos todos os brasileiros num esforço conjunto de todas as mídias”, pontuou. Com este intuito, o plano de mídia da campanha prevê a veiculação na TV, rádio, mídia exterior, em terminais aeroportuários, metroviários e rodoviários, painéis em comunidades urbanas, revistas do segmento gestão pública e na internet. No meio digital, será feito um estudo de segmentação para tratar os conteúdos de forma mais densa para os públicos de interesse. “Como técnico e especialista em mídia, posso dizer que quanto maior for o número de veículos e plataformas, mais plural será a disseminação de nossa comunicação. Mais brasileiros serão impactados”, observou.

Fabio também aproveitou a ocasião para defender a liberdade de expressão sem qualquer tipo de controle como fundamento democrático. “Só teremos uma  imprensa forte, com internet e redes sociais fortes. E só teremos redes sociais fortes com uma imprensa livre, e responsável”, disse.  Ele ainda reforçou o papel da publicidade, fundamental como pilar do livre mercado. “Garantindo a isonomia de investimentos, respeitando a força de cada meio e tratando de forma justa e técnica cada real investido na busca do melhor retorno”, frisou. Para ele, o maior antídoto contra as notícias falsas é a luta por uma mídia responsável, sustentável e livre de qualquer controle. “E isso se faz valorizando os bons meios, os bons veículos e a boa comunicação”, afirmou. Ele continuou observando que hoje vivemos uma guerra de versões. “Nunca se ouviu tanta a palavra narrativa. Cada cidadão tem à sua disposição dezenas de narrativas para compartilhar e acreditar.   Por isso, a campanha da Nova Previdência tem também como objetivo unir o setor de comunicação e mídia, boa parte hoje aqui presente nesse evento”, falou.

O dirigente da Secom lembrou ainda que o Brasil tem um dos melhores ecossistemas de comunicação do mundo. “Temos emissoras de TVs entre as melhores do planeta, temos a publicidade brasileira entre as mais premiadas nos principais festivais internacionais de propaganda, somos um dos países com maior presença nas redes sociais, sempre nas primeiras colocações”, citou, acrescentando que o país tem apresentadores de TV que entraram para a história, grandes comunicadores do rádio e agora influenciadores digitais com milhares de seguidores nos rankings mundiais.

Representantes do mercado publicitário nacional estiveram presentes na cerimônia, entre eles, Mario D’Andrea, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap); Luiz Lara, chairman e sócio fundador da Lew´Lara\TBWA; Rodolfo Medina, presidente da Artplan, e Vitor Barros, CEO da Propeg. A campanha do governo federal pela reforma da previdência será veiculada até meados de julho, a princípio. Além de peças nas mídias tradicionais e nas redes sociais, também está prevista a utilização de comunicadores como um reforço para ajudar a esclarecer os pontos reforma no rádio e na TV. Estas iniciativas terão a mesma dinâmica das demais peças, com perguntas e respostas.

Confira abaixo um dos comerciais da campanha:

*Crédito da imagem no topo: Vijay Kumar/iStock

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