Negros ainda são minoria em peças publicitárias nas redes sociais

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Negros ainda são minoria em peças publicitárias nas redes sociais

Realizada pela Elife e agência SA365, edição deste ano da pesquisa indica uma baixa de 10 pontos percentuais na presença de negros nas publicações de marcas nas redes sociais em relação à edição do ano passado


16 de junho de 2020 - 18h45

Campanha da Unilever (Crédito: reprodução)

A segunda edição do estudo sobre a diversidade na publicidade brasileira, realizado pela Elife e pela agência SA365 por meio da plataforma de gestão de social media Buzzmonitor, revela uma disparidade também no protagonismo de pessoas brancas em publicações das marcas nas redes sociais. Segundo a pesquisa, que analisou 5.261 posts no Facebook e no Instagram feitos por 20 dos principais anunciantes brasileiros, entre janeiro e dezembro de 2019, os brancos estão presentes em 87% das publicações de marcas no período, contra 34% de negros (o levantamento levou em conta a presença de ambas as raças simultaneamente em parte dos casos).

A primeira edição da pesquisa, lançada em 2019, referente a dados do ano anterior, somente lidava com informações do Facebook. Nesta edição, foram incluídos dados de anunciantes disponibilizados no Instagram. Em nota, Viviane Ito, head de insights e planejamento da SA365 e uma das responsáveis pela pesquisa, comentou que, de um ano para o outro, a queda na presença de pessoas negras na publicidade foi de dez pontos percentuais. “No ano passado, durante a primeira edição da pesquisa, já havíamos percebido que os negros eram um dos grupos mais subrepresentados, mas não imaginávamos que haveria uma queda tão expressiva”, afirmou Aline Araújo, gerente de produtos da agência, também responsável pela pesquisa.

Outro grupo pouco representado nas peças publicitárias nas redes sociais são os membros da comunidade LGBTQIA+, que estão presentes em somente 4% das publicações, sendo a partir de figuras públicas e demonstrações afetivas. As pessoas que apresentam alguma deficiência (PCDs) apareceram em 3% da amostra e o grupo de asiáticos, em 1%. Já a presença de grupos indígenas não foi registrada em nenhum dos materiais analisados. Por outro lado, o estudo mostrou que as mulheres estão mais presentes nos materiais (71%), seguidas por homens brancos (62%).

A metodologia da pesquisa contou com sete fases: identificação dos principais anunciantes; seleção das marcas pelo Buzzmonitor; mineração de dados; seleção de posts contendo protagonistas humanos; classificação de grupos presentes nas imagens; cruzamentos de dados; e análise qualitativa. Os anunciantes analisados são de dez categorias: cerveja, bebidas não alcoólicas, higiene e beleza, farmacêutica, financeiro, varejo, alimentos, telecomunicações, hotelaria, automotivo.

**Crédito da imagem no topo: FG-Trade/iStock

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