Mercado aumenta otimismo com retomada

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Mercado aumenta otimismo com retomada

Estudo da Fenapro aponta que 50% das agências acreditam em boas perspectivas, apesar de recuperação lenta

Renato Rogenski
7 de abril de 2021 - 15h28

(Crédito: iStock/ Oatawa)

Apesar do endurecimento das medidas de restrição causadas pelo aumento de casos de Covid-19 no primeiro trimestre do 2021, o mercado publicitário brasileiro acredita estar no caminho de uma recuperação. Pelo menos é isso que mostra a mais recente versão do report VanPro, realizado pelo Sinapro (Sindicato das Agências de Propaganda) e Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda).

Divulgado na tarde desta quarta-feira (7), o estudo é o terceiro e último de uma série e fecha as sondagens realizadas em 2020 sobre o impacto da Covid-19 no segmento. A pesquisa foi realizada entre fevereiro e março e contou com a participação de 320 empresas de 22 estados e do Distrito Federal.

Das agências que participaram da pesquisa, 75% afirmaram ter tido queda de receita em 2020, enquanto 14% declararam que os patamares se mantiveram no nível do ano passado, e 11% disseram ter elevado seu desempenho, apesar de todos os obstáculos da pandemia. Com relação às demissões, 39% das empresas reduziram seus quadros em até 30% e 36% mantiveram o número de colaboradores.

Boas perspectivas

Apesar dos impactos, houve aumento no número de agências que apontou perspectivas positivas em comparação com os reports anteriores. A proporção de otimistas aumentou em mais de 20% em relação a setembro de 2020, subindo nove pontos percentuais, de 41% para 50%. Os pessimistas e os que não conseguem ver perspectivas caíram quase 30%, o equivalente a seis pontos percentuais, de 21% para 15%. Os respondentes que preveem estabilidade representam 34%. “Esse otimismo vem do mercado ter entendido como fazer com que as coisas funcionem diante dos desafios que já estão propostos e que não passarão tão rápido. Aprendemos a lidar com esses ambientes e até mesmo encontrar oportunidades neste cenário”, explica Daniel Queiroz, presidente da Fenapro.

“O otimismo vem do mercado ter entendido como fazer com que as coisas funcionem diante dos desafios” – Daniel Queiroz,

Apesar da visão otimista, poucos participantes da pesquisa acreditam em uma recuperação rápida. Atualmente, 14% acreditam se recuperar em seis meses (versus 22% em setembro), 39% entre seis meses e um ano (contra 42% em setembro), 42% em mais de um ano (em comparação a 30% em setembro) e 5% não veem recuperação no patamar de receita, mesmo nível da pesquisa anterior.

Na pesquisa de setembro, a captação de recursos foi a principal dificuldade das empresas, seguida por lugar de relevância junto ao cliente, gestão de equipe e gestão financeira. Nesta nova pesquisa, a gestão de equipe vem em primeiro lugar (25%), seguida de gestão financeira (23%), relevância junto aos clientes (21%) e captação de recursos (19%). Para Daniel, o fato da gestão de equipe liderar as dificuldades das agências é um indicador da resiliência das agências durante a pandemia. Ao mesmo tempo, ele avalia como uma evolução na pauta de preocupação das agências. “Os outros problemas continuam e precisam ser resolvidos, mas é ótimo que passemos a nos preocupar ainda mais com o nosso principal ativo, que são as pessoas e seus talentos”, explica.

Perfil da pesquisa

O perfil predominante dos participantes da sondagem VanPro é de agências full-service (95%), com equipe de até 20 pessoas (64%). A maioria das empresas têm mais de 20 anos de existência (40%) ou entre 11 e 20 anos (38%). Mais de 87% delas é associada ao Sinapro (Sindicato das Agências de Propaganda) de seu estado e mais de 69% ao CENP. A maior parte das agências ouvidas, 40%, têm faturamento de até R$ 1 milhão; 29% têm receita anual entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões; 11%, entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, e perto de 10% têm receita de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões. Empresas com receita anual superior a R$ 10 milhões também representam 10% dos respondentes.

*Crédito da imagem no topo: Ajwad Creative/iStock

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