Igualdade de gênero é desafio para 76% das empresas

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Igualdade de gênero é desafio para 76% das empresas

Estudo aponta que a maior diferença é percebida na promoção de lideranças


4 de novembro de 2016 - 16h37

A maioria das empresas brasileiras ainda enfrenta desafios expressivos na promoção da igualdade de gênero. É o que aponta um estudo inédito da Câmara Americana de Comércio (Amcham), feito com com 350 diretores e executivos de empresas durante o Seminário Empoderamento da Mulher, ocorrido no final de outubro.

Para 76% dos entrevistados e entrevistadas, suas empresas ainda não tratam homens e mulheres de forma igualitária na estrutura organizacional e de gestão. Os demais avaliam de forma satisfatória a temática e tratamento de gênero na sua companhia. A maioria dos respondentes é diretor ou gestor de recursos humanos de empresas dos mais variados portes e segmentos, segundo comunicado.

Na avaliação de 80%, a diferença de tratamento é percebida em maior escala na promoção de novas lideranças, com maior número de homens em nível gerencial. Outros 12% consideram a seleção o momento de maior diferenciação, com maior preferência por gênero e não por competência. E 8% apontam o estágio do desenvolvimento como o mais crítico, com investimentos em treinamento desiguais entre os sexos.

Os entrevistados também avaliaram três pontos apresentados na pesquisa que devem ser trabalhados para promover a igualdade de gênero. Para 47%, a prioridade está no aspecto financeiro, igualando salários e benefícios entre gêneros do mesmo cargo. Outros 30% acreditam que a ação deve se concentrar em recursos humanos, com aumento do número de mulheres no quadro de funcionários. Os 23% restantes acreditam que o aspecto jurídico é mais relevante, igualando direitos e benefícios independente de gêneros.

A maioria dos entrevistados pela Amcham (86%) avalia que o papel cultural das mulheres nas estruturas familiares ainda são fatores de interrupção de carreira. Para este grupo, o fato das mulheres arcarem com uma parte maior das tarefas domésticas e, especialmente, na maternidade, inibe e reduz promoções e também as ambições femininas por cargos mais elevados. Para 78% , o fator maternidade ainda gera interrupções ou pausas em plano de carreira para mulheres executivas.

Na sondagem da Amcham, 52% dos respondentes declararam que sua empresa não possui um programa formal ou ação de incentivo à equidade de gênero. Entre as 48% das empresas que já possuem um programa estruturado, 63% avaliam os resultados gerados a partir da ação ainda como “regulares”, com mudanças pontuais na cultura da empresa. Só 19% estão satisfeitos com as ações e estágio atual do seu programa de equidade.

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