Rede fitness de Beckham e Wahlberg inicia expansão pelo Brasil
Com investimento de R$ 30 milhões, marca global aposta em franquias e inicia operação pelo Rio de Janeiro

Alex Pedron (à direita), presidente da operação nacional da F45, com os embaixadores David Beckham e Mark Wahlberg (Crédito: Divulgação)
O mercado brasileiro de bem-estar, consolidado como o segundo maior do mundo em número de academias, atrás dos EUA, acaba de ganhar um competidor de peso global. A rede fitness F45 Training, que carrega em seu quadro de investidores nomes como o ex-jogador David Beckham e o ator Mark Wahlberg, oficializa sua chegada ao País com um plano de expansão agressivo. Com um investimento inicial de R$ 30 milhões, a operação brasileira — avaliada em cerca de R$ 350 milhões — pretende abrir mil unidades nos próximos cinco anos, apostando em um modelo de franquias que une tecnologia e senso de comunidade.
À frente do desafio está Alex Pedron, presidente da marca no Brasil. A relação de Pedron com a rede, no entanto, não começou na mesa de negociações, mas dentro do estúdio, como aluno. Foi a experiência com a metodologia de treinos funcionais de 45 minutos e a alta taxa de engajamento dos usuários que o convenceram do potencial em solo nacional.
Nesta entrevista ao Meio & Mensagem, o executivo detalha a estratégia de capilaridade baseada em um modelo asset light, explica a escolha do Rio de Janeiro como porta de entrada e analisa como o endosso de celebridades globais, que são usuários reais do método, ajuda a posicionar a marca em um mercado altamente competitivo.
Meio & Mensagem — Sua trajetória com a rede começou como aluno. O que você vivenciou naquela época que te deu a certeza de que o modelo prosperaria no Brasil?
Alex Pedron — Meu contato como aluno com a F45 me impressionou em dois pontos: a comunidade engajada — pessoas se motivando mutuamente em treinos coletivos — e a consistência dos resultados, obtidos com treinos padronizados. Um treino com pessoas comuns, de diferentes estilos e rotinas, conseguindo manter disciplina porque o ambiente favorecia isso. Isso me deu convicção de que o modelo prosperaria no Brasil, pois aqui há grande demanda por socialização aliada à eficiência.
M&M — A meta de expansão é ambiciosa. Como será estruturada essa capilaridade e por que apostar no modelo de franquias?
Pedron — Nossa expansão no Brasil foi estruturada para ganhar escala com previsibilidade e consistência, tendo o modelo de franquias como principal pilar de crescimento. Trata-se de um modelo asset light, que permite maior velocidade de expansão sem perder padronização, controle operacional e eficiência financeira. Cada unidade prevê investimento inicial em torno de R$ 298 mil, com receita média mensal estimada em R$ 209 mil, margem líquida entre 32% e 34%, payback a partir de 13 meses e ponto de equilíbrio a partir do terceiro mês, variando conforme a praça e o formato da operação.
M&M — Como a influência de investidores como David Beckham e Mark Wahlberg é adaptada para o contexto brasileiro?
Pedron — O envolvimento deles vai além do peso dos nomes; ambos são usuários ativos que vivenciam o método, o que traz uma validação global de que o sistema é testado, aprovado e replicável em diferentes mercados. No contexto brasileiro, isso ajuda no crescimento e aceleração da marca, atraindo novos públicos e posicionando a F45 como referência em um novo padrão de treino, alinhado a performance, comunidade e experiência.
M&M — Estrategicamente, por que escolher o Vogue Square, no Rio de Janeiro, para o kick-off da operação antes de São Paulo?
Pedron — É um espaço que reúne lifestyle, bem-estar e um público altamente conectado à proposta da marca. O Rio tem uma relação muito forte com treino, hábitos saudáveis, senso de comunidade e interesse por novas experiências, o que torna o lançamento mais orgânico. São Paulo é uma prioridade nos próximos passos de expansão, mas começar a construir a marca no Rio nos permite apresentar a F45 ao Brasil reforçando o estilo de vida que a marca representa.
