Comunicação

Super Bowl: criativos elegem seus comerciais favoritos

Criativos comentam por que cases de marcas como Hellmann's, Claude e Pepsi se destacaram no Big Game

i 10 de fevereiro de 2026 - 6h00

Criativos brasileiros apontam suas campanhas favoritas durante o Super Bowl 2026 (Crédito: Reprodução)

Criativos brasileiros apontam suas campanhas favoritas durante o Super Bowl 2026 (Crédito: Reprodução)

No último domingo, 8, o Seattle Seahawks venceu o New England Patriots na partida de final de temporada da National Football League (NFL). O Super Bowl, que aconteceu no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, teve como um dos pontos altos o show do porto-riquenho Bad Bunny.

Outra ocasião que é bastante aguardada entre os espectadores foi a batalha de comerciais que disputam a atenção de quem acompanhou o big game.

O espaço do intervalo é tão valioso que a NBCUniversal, detentora dos direitos de exibição desta edição, chegou a garantir um valor de US$ 10 milhões por 30 segundos de exibição. Anteriormente, a rede de mídia havia pedido U$S 9 milhões por cada cota.

Não à toa, a audiência do evento foi massiva. De acordo com a emissora que exibiu a partida, somente o half time show alcançou mais de 135 milhões de pessoas nos Estados Unidos (número prévio) superando o show de Kendrick Lamar, que atingiu 133 milhões de visualizações no ano passado.

De acordo com o Ad Age, o anúncio “American Icon”, da Budweiser, conquistou o topo do Ad Meter do USA Today como o comercial favorito entre os espectadores. A peça criada pela BBDO Nova York é embalada por Free Bird, do Lynyrd Skynyrd, e mostra um cavalo ajudando um filhote de águia a crescer e alçar voo.

Por aqui, profissionais de criação de agências brasileiras contaram ao Meio & Mensagem quais foram seus comerciais favoritos desta edição do Super Bowl. Confira:

‘‘Meal Diamond’’, da VML para Hellmann’s

Renan Della Matta, vice-presidente de growth da BR Media: “O filme da Hellmann’s é aquela peça que resolve muita coisa ao mesmo tempo. Acerta em cheio a ocasião de consumo, entrega apetite appeal do começo ao fim. TV. É o tipo de campanha que não tenta reinventar a roda, mas entende perfeitamente o contexto do Super Bowl”.

Nina Lucato, diretora-executiva de criação da Talent: “Curti muito os comerciais do SuperBowl desse ano, mas adorei especialmente o filme de Hellmann’s com o comediante Andy Samberg. Seria ridículo ou genial? Para mim são os dois! Lembrando que, no ano passado, a marca se destacou com com Meg Ryan e Billy Crystal, então a barra estava bem alta. Para mim, Hellmann1s no Super Bowl 60 foi ‘so good! so good!’.

‘‘Can I Get a Six-Pack Quickly?’’, da Mother para Claude

Nina Lucato, diretora-executiva de criação da Talent: “Destaco a série de comerciais do Claude (IA da Anthropic), que faz uma crítica sarcástica ao uso de anúncios no chatbox da rival ChatGPT. Os filmes acertam ao personificar a ferramenta, evidenciando o caráter controverso da questão e se distanciando do concorrente”.

‘‘Jurassic Park … Works’’, da Goodby Silverstein & Partners para a Xfinity

Rafael Alves, diretor-executivo de criação da LePub: “Muitas marcas usaram a nostalgia como gatilho de engajamento, nenhuma tão bem quanto Xfinity. Um what if icônico, despretensioso, genuinamente engraçado e com ótimos diálogos. A marca não fica em segundo plano e o benefício é esfregado na sua cara sem nenhum pudor”.

‘‘The Choice’’, da PepsiCo Content Studio e da BBDO para Pepsi

Marco Giannelli (Pernil), CCO da AlmapBBDO: “Normalmente, evitaria escolher um comercial da BBDO ou criado por amigos, para não parecer tendencioso. Mas, desta vez, não teve jeito. Escolhi o filme da Pepsi com o famoso urso polar. Provocativo, divertido e um sucesso mesmo antes de ir ao ar. Daquelas campanhas que eu gostaria de ter feito”.

‘‘The Expert’’, da R/GA para TurboTax

Pedro Araujo, CCO da DPZ: “Neste ano, gostei especialmente do comercial ‘The Expert’, da TurboTax. Um baita uso do Adrien Brody, direção afiada e, principalmente, uma mensagem que não se perde no entretenimento, entregando algo raro nos comerciais do Super Bowl”.

‘‘Everybody Coinbase’’, da Isle of Any para Coinbase

Gabi Marcatto, diretora de criação da Wieden+Kennedy SP: “Em vez de apostar em narrativas cinematográficas ou em celebridades, a Coinbase resolveu ir para um caminho bem diferente. O comercial exibido durante o Super Bowl aposta em letras na tela, no estilo daqueles karaokês de bairro, com animações simples e isso já diz muito. O filme conversa diretamente com o histórico de ações pouco convencionais da marca no Super Bowl”.

‘‘Backstory’’, da TBWA\Chiat\Day LA para Levi’s

Dudu Marques, CCO da VML Brasil: “O Super Bowl 2026 foi, no geral, um ano de criatividade segura demais e ambição de menos. A maioria dos filmes jogou no modo defensivo, apostando em fórmulas previsíveis (celebridade + nostalgia + humor leve) para não errar. O ‘A.I. Bowl’ trouxe volume e hype, mas pouca ousadia criativa, enquanto o humor slapstick e a nostalgia 90’s dominaram sem, na maior parte dos casos, entregar ponto de vista ou claim relevantes. Fico com a linguagem cinematográfica de Squarespace em ‘Unavailable’, o humor inteligente de Claude AI, e o entretenimento hipnotizante de ‘Backstory’, da Levi’s. Cheers!'”.